Anadia/AL

7 de outubro de 2026

Anadia/AL, 7 de outubro de 2026

Lula e Alckmin devem conceder entrevistas conjuntas

Os dois transmitem a ideia de paz e tranquilidade, em contraste com o possível salto no escuro da volta do bolsonarismo ao poder. A razão vai vencer o caos.

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 7 de outubro de 2026

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Lula e Geraldo Alckmin - Crédito: Ricardo Stuckert

O Brasil atravessa um momento em que a clareza e os símbolos da política adquirem dimensão pedagógica e decisiva. Diante da ameaça concreta de retrocesso — do risco evidente de um salto no escuro e do retorno de um projeto marcado pelo conflito permanente e pela desagregação institucional —, a defesa da democracia exige mais do que números positivos na economia; exige a projeção visual e discursiva de estabilidade, equilíbrio e maturidade republicana.

É exatamente por isso que proponho um gesto simples, porém de enorme alcance político e comunicacional: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu vice-presidente, Geraldo Alckmin, devem conceder entrevistas conjuntas.

A ideia, que compartilhei recentemente com a equipe de comunicação do governo e com os espectadores do Bom Dia 247, nasce da constatação de que a parceria entre Lula e Alckmin é um dos maiores acertos institucionais da história recente do país. Em tempos de polarização ruidosa e de incertezas geradas pela extrema-direita, vê-los lado a lado diante da imprensa e do público transmite de imediato o que a maioria dos brasileiros mais deseja: paz, tranquilidade, ponderação e rumo seguro.

Há quem critique ou diminua o alcance da Frente Ampla, dizendo que ela não operou em sua plenitude no governo. Trata-se de uma leitura equivocada. A Frente Ampla funcionou e segue funcionando. Geraldo Alckmin desempenhou papel central à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, demonstrando lealdade, competência técnica e capacidade de interlocução com setores estratégicos do PIB. Sua presença não é decorativa; é estrutural. Se ele vier a ser ministro da Fazenda, um eventual governo Lula 4, como já se especula, será uma consequência natural deste processo de ampliação.

A comunicação pública precisa refletir essa unidade em sua potência máxima. Lembro-me de quando cobria economia e acompanhei de perto a fusão entre o Itaú e o Unibanco. Naquele momento, Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles tomaram uma decisão simbólica fundamental: todas as entrevistas e pronunciamentos eram feitos em conjunto. Não havia espaço para narrativas de hegemonia ou anulação mútua; o que se via era a convergência de duas grandes forças trabalhando em harmonia absoluta.

Se o mundo corporativo compreende o peso desse alinhamento, a política deve compreendê-lo com urgência redobrada. Quando Lula e Alckmin aparecem juntos, eles neutralizam o ruído, desmontam intrigas de bastidor e mostram ao país que o projeto republicano tem lastro, tem consenso e tem futuro. De um lado, paz e tranquilidade. De outro, caos e incerteza. Se em 2002, a esperança venceu o medo, que em 2026 a razão possa vencer o caos.

# Brasil 247

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