Os advogados da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionaram nesta quinta-feira (8) o Ministério Público Federal para que seja investigado um esquema que envolve pagamentos em criptoativos pela divulgação de propaganda em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL)
Essa é a primeira de uma série de ações da campanha para apurar supostos pagamentos pela divulgação de propaganda a favor de Flávio, segundo apurou a CNN. O caso foi revelado nesta quinta-feira pela “Folha de S.Paulo”.
A defesa petista diz que, na última terça-feira (6), entrou no ar um site registrado nos Estados Unidos que se apresenta como “um movimento que une apoio ao voto 22”.
“Na noite de 7.10.2026, uma carteira digital abastecida pela corretora Binance às 19h04 e às 20h14 criou, às 20h14min56s, o ativo virtual B22 e transferiu, às 20h37min15s, 120 milhões de unidades à carteira apresentada pelo sítio como do grupo infantil de dança ugandense HypersKids”, relatam os advogados.
Segundo o PT, 11 minutos depois disso, um perfil de crianças africanas com 12,9 milhões de seguidores no Instagram publicou um vídeo com camisetas da marca “B22 token” pedindo votos para Flávio.
O PT pede para que sejam preservados registros dos perfis envolvidos no caso e a instauração de uma investigação.
O partido requer, também, que sejam feitos pedidos de cooperação internacional a autoridades dos Estados Unidos para identificação dos titulares das contas que fizeram publicações sobre o tema.
“Merece exame, por fim, a circunstância de a propaganda remunerada ter sido veiculada em língua inglesa por perfil estrangeiro e dirigida ao eleitorado brasileiro, à luz do art. 335 do Código Eleitoral”, dizem os advogados.
Procurada, a assessoria de Flávio Bolsonaro informou que o site que oferece criptomoedas em troca de divulgação para o candidato do PL não tem relação com a campanha e que vai entrar com medidas judiciais para que o site seja derrubado.
“A campanha desconhece a autoria do site citado, assim como não tem qualquer relação com o seu conteúdo e nem com a venda de criptomoedas. Não existem perfis contratados pela campanha de Flávio Bolsonaro para fazer propaganda, seja de produto ou conteúdo. Todas as nossas páginas e canais de comunicação oficiais da campanha foram informados ao TSE e seguem as regras e a legislação eleitoral”, afirmou.
Fonte: Gazeta Web

















