Anadia/AL

21 de julho de 2024

Anadia/AL, 21 de julho de 2024

Maceió tem mais de 58 mil endereços sem número, aponta IBGE

Capital alagoana ocupa o 28º lugar no ranking nacional de municípios sem numeração | 18:24 hs

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 14 de junho de 2024

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Divulgação

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (14), revelam que Maceió ocupa, em dados absolutos, o 28º lugar no ranking de municípios com endereços em logradouros sem número. Ao todo, 58 mil não possuem numeração na capital alagoana, o que representa 12,73% do total.

O levantamento mostra que mais 7% dos 466 mil locais não são identificados pelo nome em Maceió.

O Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE) identificou um total de 1,56 milhão (1.561.633) de endereços em Alagoas, durante o Censo Demográfico 2022. Destes, 154.851 não têm nome (9,92%) e 342.270 não possuem identificação numérica (21,92%).

No cenário nacional, quase 28% dos endereços do Brasil não possuem número. Dos 106,8 milhões, cerca de 2,7 milhões estão em logradouros sem nome.

LOGRADOUROS MAIS COMUNS NO ESTADO

O Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE) também permite identificar o tipo de logradouro mais frequente. Em Alagoas, o principal é Rua (937.601), seguido por Estrada (138.931) e Avenida (118.623). Alameda (6.147 ocorrências) é o tipo de logradouro menos frequente no estado.

Entre os nomes coletados, “São José” se destacou como a denominação mais frequente nos endereços alagoanos. Além disso, cerca de 54 mil locais têm a expressão “São” na identificação.

IMPORTÂNCIA DO MAPEAMENTO

Além de orientar o trabalho dos recenseadores durante as operações do Censo Demográfico, mapear os endereços ajuda na identificação dos pontos que devem ser trabalhados na gestão dos municípios.

O levantamento de endereços em logradouros sem número ou nome, por exemplo, pode ser visto como um indicador de cidadania.

O chefe do CNEFE da Superintendência do IBGE em Alagoas, Vitor Couto, ressaltou a relevância dos dados no desenvolvimento de políticas de planejamento e acesso à cidadania.

“A identificação desses endereços é essencial para a gestão pública. Uma pessoa que reside num endereço em logradouro sem nome ou número pode sofrer dificuldade de acesso a serviços e falta de planejamento urbano, por exemplo”, disse ele.

*Redação com Gazeta web

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