Anadia/AL

16 de julho de 2026

Anadia/AL, 16 de julho de 2026

Merval diz, no Globo, que Flávio Bolsonaro não será páreo para Lula e propõe sua desistência

Colunista avalia que senador perdeu competitividade, enfrenta desgaste político e pode abrir caminho para uma reorganização da direita brasileira.

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 16 de julho de 2026

POLITICA

Flávio Bolsonaro - Crédito: Captura de tela/YouTube/Reprodução

O jornalista Merval Pereira afirma, em sua coluna publicada nesta quinta-feira em O Globo, que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República atravessa um momento de forte desgaste e já não apresenta condições de competir em igualdade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação do colunista, os resultados da mais recente pesquisa Genial/Quaest impõem ao bolsonarismo uma reflexão sobre a viabilidade de manter o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto.

Segundo Merval, a pesquisa mostra uma deterioração da posição eleitoral de Flávio Bolsonaro, inclusive entre segmentos tradicionalmente alinhados ao bolsonarismo, como parte do eleitorado evangélico. Ao mesmo tempo, Lula amplia sua vantagem fora da margem de erro, beneficiado, de acordo com o articulista, por um cenário de inflação em queda, crescimento econômico contínuo e estabilidade política.

Queda nas pesquisas preocupa a direita

Para o colunista, o principal dilema da oposição é que, apesar do enfraquecimento de Flávio Bolsonaro, nenhum outro nome da direita conseguiu capitalizar essa perda de apoio. Governadores como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, assim como outras lideranças conservadoras, permanecem sem conseguir se consolidar como alternativas capazes de unificar o campo oposicionista.

Merval observa que essa ausência de um substituto competitivo acaba prolongando a permanência de Flávio como principal candidato da direita, mesmo diante de indicadores eleitorais considerados desfavoráveis.

Escândalos agravam desgaste

Outro fator apontado pelo jornalista é o impacto político das investigações envolvendo o Banco Master e apurações relacionadas ao crime organizado no Rio de Janeiro.

Na coluna, Merval menciona a divulgação de uma fotografia em que Flávio Bolsonaro aparece ao lado de um homem conhecido como “Sicário”, citado em investigações da Polícia Federal. Para o articulista, episódios desse tipo contribuem para aumentar o desgaste da imagem pública do senador justamente durante a campanha eleitoral.

Segundo ele, a sucessão de controvérsias dificulta a recuperação do candidato perante o eleitorado independente, que, em sua avaliação, vem se afastando do bolsonarismo.

Direita pode buscar novo caminho

Na interpretação de Merval Pereira, uma eventual derrota de Flávio Bolsonaro abriria espaço para uma reorganização do campo conservador. O colunista afirma que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tende a emergir como principal liderança da direita para a disputa presidencial de 2030, enquanto a família Bolsonaro poderia ficar restrita a um núcleo político mais ideológico e com menor capacidade de ampliar alianças.

O jornalista também avalia que uma direita menos identificada com o bolsonarismo radical teria melhores condições de disputar o eleitorado de centro, estratégia que, segundo ele, vem sendo adotada por Lula para ampliar sua base de apoio.

Lula aparece favorito

Merval destaca ainda que os dados da pesquisa Quaest indicam que Lula venceria todos os principais candidatos da direita em um eventual segundo turno, inclusive Flávio Bolsonaro. Para o colunista, esse resultado elimina a principal vantagem que o senador ainda possuía nas análises eleitorais anteriores: a de ser considerado o adversário conservador mais competitivo diante do atual presidente.

Na conclusão de sua análise, Merval afirma que Flávio Bolsonaro “permanece como a alternativa, mas cada vez menos competitivo” e sustenta que o senador “não será páreo para Lula nos debates”, sugerindo que a direita deveria considerar uma mudança de estratégia antes que a campanha avance ainda mais.

Redação com Brasil 247

Galeria de Imagens