O painel foi mediado pelo presidente da AMA, Marcelo Beltrão, e pela secretária de Estado da Cultura, Mellina Freitas. A Associação dos Municípios Alagoanos tem desempenhado uma importante interlocução com o Governo Federal para que as cidades sejam contempladas com ações e investimentos no setor.

A ministra defendeu os investimentos contínuos para beneficiar a economia criativa, a importância dos editais voltados à cultura e cursos de formação para os fazedores de cultura.

“O Brasil vivenciou um desmonte da cultura, um verdadeiro abandono. E hoje, nós precisamos incentivar e investir para que os agentes culturais sejam contemplados com editais e continuem produzindo para manter a economia criativa em evidência. A cultura e a arte são uma cadeia plural, os talentos localizados nas mais diferentes regiões do país necessitam desse fortalecimento coletivo. São estas ações que precisam ser oportunizadas para ativar e reativar quem produz cultura e arte em nosso país”, destacou.

Em uma outra fala, a ministra da Cultura reforçou que a Lei Paulo Gustavo e a Lei Aldir Blanc são legislações que têm como o principal objetivo fortalecer a cultura nos Estados e Municípios.

“O Ministério da Cultura tem agido desta forma, colocando em prática as leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc, respeitando as tradições, os povos originários e as conquistas sociais. É mostrar que lugar de governo é este onde os fazedores de cultura estão. É tratar de pessoas para que tenham oportunidade de ser incluídas nos editais de cultura. A realidade do artesão, dos músicos, das manifestações populares é de luta. O povo brasileiro precisa da qualificação adequada para valorizar ainda mais as suas tradições culturais”, contextualiza.

A descentralização da Lei Rouanet também foi levada ao público. Margareth Menezes disse que o mecanismo que vem sendo melhorado, são feitas escutas públicas para poder atualizar a lei.

“A Lei Rouanet precisa chegar a todo o Brasil, ser descentralizada do Rio de Janeiro e São Paulo, que são polos fundamentais para cultura, porém as regiões Norte e Nordeste também precisam ser beneficiadas. Por isso, lançamos um novo decreto para ampliar os aspectos da lei e estamos em constante diálogo com as empresas, com as estatais e com os amigos da cultura”, ressalta.

A ministra encerrou a sua palestra, que também foi um bate-papo, elogiando a iniciativa da Associação dos Municípios Alagoanos em atuar como um polo relevante de exposição cultural, econômica e das tradições de Alagoas para todo o país.

Para o presidente da AMA, Marcelo Beltrão, a palestra de Margareth Menezes foi leve e didática.  “Os municípios têm a certeza de que podem contar com o Ministério da Cultura e a política pública de qualidade”.

A 13ª Feira dos Municípios Alagoanos – Congresso e Expo é uma realização da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), com patrocínio premium do Governo de Alagoas e do Sistema Fecomércio — Sesc e Senac, além do patrocínio do Sistema Fiea — Sesi e Senai, Sebrae, Grupo Equatorial, e parceria com a Abrasel, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e o Conisul.

ABN C/Cada Minuto