Anadia/AL

15 de junho de 2024

Anadia/AL, 15 de junho de 2024

Mulher contrata mercenários para matar ex após conselho espiritual

Todos os seis investigados vão responder por homicídio qualificado, cuja pena prevista varia de 12 a 30 anos de prisão | 17:14 hs

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 30 de abril de 2024

Lavc59.37.100

Reprodução

Por: Mirelle Pinheiro, Carlos Carone

15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro) deflagrou a segunda fase da Operação Viúva Negra, nesta terça feira (29/4), e prendeu dois homens, de 25 e de 38 anos, suspeitos de assassinarem Geves Alves da Silva, na QNM 18 de Ceilândia, em 16 de abril do ano passado.

As mandantes do crime, Aila Lopes Neves e Stephanie Karoline Silva Vieira – ex-mulher da vítima e uma amiga, respectivamente –, haviam sido presas preventivamente em 10 de novembro de 2023, na primeira fase da operação. Com o decorrer das investigações, os executores do homicídio acabaram identificados.

Os autores, ambos moradores de Ipojuca (PE) e presos na cidade, eram conhecidos de Aila, que os contratou para executar Geves.

Com a colaboração da comparsa, Aila monitorou a rotina da vítima, e, juntas, as duas compraram uma motocicleta em um leilão – veículo usado no crime. Os executores assassinaram Geves após ele sair de um culto, em uma igreja de Ceilândia.

Consulta espiritual

Além dos mercenários, outras duas mulheres, de 72 e 28 anos, ambas moradoras de São Sebastião (DF), foram presas por participação no assassinato.

As investigações revelaram que a mais velha seria mãe de santo de Aila e teria recomendado que ela acabasse com a vida do ex-marido, pois Geves supostamente tomaria a guarda do filho do casal. A conselheira espiritual ainda orientou a mandante do homicídio em como vigiar a rotina da vítima e a auxiliou na escolha do melhor momento para a execução do crime.

Já a mulher mais nova, companheira de Stephanie Karoline, é apontada como a responsável por obter a arma de fogo usada pelos mercenários no homicídio. Cada um dos executores teria recebido de Aila cerca de R$ 20 mil para cometer o assassinato, segundo a polícia.

“A motivação por trás do crime estaria relacionada ao alegado temor da ex-mulher da vítima de que ele obtivesse a guarda do filho do casal”, destacou o delegado-chefe da 15ª DP, João Ataliba. Todos os investigados vão responder por homicídio qualificado, cuja pena prevista varia de 12 a 30 anos de prisão.

*Redação com Metrópoles

Galeria de Imagens