O Nordeste voltou a se destacar no mercado de trabalho brasileiro em novembro de 2025. A região gerou 35.645 novos postos formais no mês, equivalente a 41,5% de todo o saldo registrado no País, que foi de 85.864 vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça (30). No acumulado do ano, a região soma 407.113 empregos com carteira assinada em 2025, o que representa 21,5% do saldo nacional. Na prática, significa uma média aproximada de 37 mil novos postos de trabalho líquidos por mês.
O comércio também teve desempenho relevante, especialmente na Bahia, em Pernambuco e no Ceará, com saldos de 4.406, 3.415 e 3.167 novos postos de trabalho, respectivamente. O trio respondeu por cerca de 65% do saldo do setor. Em termos proporcionais, o comércio foi o principal responsável pelo crescimento do emprego formal no mês nos estados do Rio Grande do Norte (67,1%), Maranhão (55,3%) e em Sergipe (49,4%). No Piauí, foi o único setor com resultado positivo, com 434 novos postos de trabalho.
A construção civil, por sua vez, apresentou saldo positivo de 3.225 postos no Nordeste, com destaque para Pernambuco (2.084). Bahia (709), Sergipe (425), Alagoas (406), Maranhão (269) e Paraíba (195) também apresentaram saldo positivo.
Já a indústria teve resultado praticamente estável, com leve saldo negativo de 54 vagas, influenciado principalmente pela Indústria de Transformação. Ainda assim, segmentos como água, esgoto e gestão de resíduos ajudaram a conter uma queda maior, e alguns estados registraram desempenho industrial positivo, como Pernambuco (552), Rio Grande do Norte (458), Paraíba (380) e Sergipe (197). Em termos proporcionais, o grande destaque é o Rio Grande do Norte, no qual os novos postos da Indústria representaram 29,6% dos novos postos.
O único setor com resultado amplamente negativo na região foi a agropecuária, que perdeu 3.915 postos de trabalho no mês, reduzindo o saldo total da região. Todos os estados nordestinos apresentaram queda nesse segmento, com maior impacto em Pernambuco (-1.476) e na Bahia (-1.386).
C/ Tribuna Hoje

![]()
















