O rompimento entre o governador Paulo Dantas e o vice-governador Ronaldo Lessa produz um efeito inesperado na rotina do Palácio República dos Palmares. Até a eleição, o chefe do Executivo deve evitar viagens internacionais e afastamentos mais longos para não transferir o comando do Estado ao agora ex-aliado.
A situação mudou completamente depois que Lessa deu uma guinada à direita e fechou aliança com JHC.
Antes, a relação era de confiança e permitia que Paulo se ausentasse do Estado sempre que fosse seu desejo. Havia a perspectiva de que o vice permanecesse no grupo até o fim do mandato. Não há mais.
Por isso, a tendência é que o governador permaneça em Alagoas em tempo integral nos próximos meses. Um exemplo recente foi o programa Daqui Pra o Mundo, que enviou 150 estudantes para intercâmbio internacional. Em outras circunstâncias, agendas externas relacionadas a iniciativas desse porte poderiam fazer parte da agenda do governador. Não mais.
A permanência “o tempo todo” no Estado, no entanto, tem um efeito colateral favorável ao próprio Paulo Dantas. Com menos deslocamentos, ele ganha mais tempo para acompanhar a gestão e intensificar a presença na pré-campanha.
Nas últimas semanas, Paulo passou a aparecer com frequência em eventos ao lado de Renan Filho. A tendência é que essa participação aumente à medida que a campanha se aproxima.
Vocês lembram?
“Minha relação com Ronaldo é muito boa. Tenho certeza também que é muito boa com Renan Filho e com o senador Renan Calheiros. Eu achei muito estranha essa posição do vice-governador Ronaldo Lessa, mas ele é maior de idade e nós vivemos em uma democracia. Ele tomou a decisão e nós temos que respeitar e vamos, democraticamente, vencê-lo nessa eleição”, disse o governador em abril
Paulo prometeu derrotar lessa, logo após o rompimento do vice. O interessante dessa história é que Ronaldo, ao pular para o grupo de JHC, deu motivo e tempo para o governador tentr realizar sua promessa.
Fonte: Blog do Edivaldo Junior

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