Anadia/AL

22 de janeiro de 2026

Anadia/AL, 22 de janeiro de 2026

O Sol “explodiu” e cientistas pedem que a população se prepare para o impacto na Terra

''Especialistas do Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC) esperam que essa nuvem de plasma atinja a magnetosfera terrestre, podendo causar deslumbrantes auroras e impactos em comunicações.''

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 21 de janeiro de 2026

M.1

Foto: Reprodução

Por: Milena Armando

Nos próximos dias, uma significativa atividade no Sol colocará o mundo em alerta. Uma explosão solar de classe X, categoria mais alta de erupções solares, lançou uma ejeção de massa coronal (CME) em direção à Terra.

Especialistas do Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC) esperam que essa nuvem de plasma atinja a magnetosfera terrestre, podendo causar deslumbrantes auroras e impactos em comunicações.

A CME tem potencial de desencadear uma tempestade geomagnética de intensidade G3 ou até G4, na escala da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).

Essas tempestades podem interferir em comunicações de rádio, sistemas GPS e em satélites, além de proporcionar a rara visão de auroras em áreas menos comuns como o norte da Califórnia e o Alabama, nos Estados Unidos.

Impactos tecnológicos e satélites em alerta

Tempestades geomagnéticas, como a esperada, costumam trazer consequências importantes para a tecnologia.

Os satélites DSCOVR e ACE, que monitoram partículas solares, são essenciais para antecipar eventos e mitigar danos potenciais. Durante as tempestades, o campo magnético da Terra pode oscilar drasticamente, ameaçando sobrecarregar infraestruturas elétricas.

Essas oscilações aumentam o risco de interrupções em redes elétricas e em componentes metálicos, potencializando blecautes.

Satélites e outros sistemas no espaço devem estar em alerta máximo para ajustar seus sistemas e rotas, minimizando interrupções operacionais e garantindo continuidade nas comunicações.Incerteza da tempestade e a orientação do campo magnético

O impacto exato ainda é incerto devido à orientação do campo magnético da CME. Um alinhamento sul pode conectar-se ao campo terrestre e intensificar a tempestade, aumentando seu potencial destrutivo. Por outro lado, um campo orientado para o norte tende a gerar efeitos menos pronunciados.

Medidas de precaução contra eventos de classe X

Eventos de classe X exigem preparação. Históricos mostram que tempestades similares já causaram apagões, como o ocorrido em Quebec, Canadá, em 1989.

Assim, agências emitiram alertas para redes elétricas e operadores de satélites, além de informarem empresas aéreas e marítimas para ajustes táticos.

A população em regiões mais ao sul, pouco habituada a auroras, pode ter a chance excepcional de observar o fenômeno. No entanto, a visibilidade depende da interação entre os campos magnéticos solar e terrestre.

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