Anadia/AL

22 de junho de 2024

Anadia/AL, 22 de junho de 2024

Pablo Marçal é acionado pela AGU após dizer que ‘empresário enviou mais aeronaves que a FAB’ ao RS

Advocacia-Geral da União acusa influenciador de desinformação e pede publicação de resposta sobre atuação de militares no Rio Grande do Sul.

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 8 de maio de 2024

Brasil 1

Pablo Marçal é alvo de ação da AGU após dizer que Forças Armadas estariam inertes em crise no RS - Foto: Reprodução

O influenciador Pablo Marçal se tornou alvo de uma ação judicial movida pela Advocacia-Geral da União após dizer que ‘um empresário enviou mais aeronaves que a FAB’ ao Rio Grande do Sul. Na petição, a instituição pede que Marçal publique uma resposta, em suas redes sociais, com informações sobre a atuação dos militares em meio à catástrofe climática no Estado gaúcho.

A ação foi movida nesta quarta-feira, 8, por meio da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD). Segundo o órgão, o influenciador viralizou em vídeos em que afirma que as Forças Armadas brasileiras estariam inertes diante da calamidade pública vivida no RS.


FAB durante resgate de pessoas afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul, na Base Aérea de Santa Maria (RS) – Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República.

Na petição, a PNDD pede que Marçal publique, em seus perfil no Facebook, Instagram e TikTok, resposta sobre a atuação dos militares no RS. A AGU destaca que as Forças Armadas atuam, desde o dia 1º de maio, no resgate de pessoas, além da realização de atendimentos médicos, transporte de equipes e materiais e arrecadação e entrega de donativos para a região.

Somados os perfis de Pablo Marçal nas redes sociais, o influenciador tem mais de 11,2 milhões de seguidores.

Ainda segundo a ação, somando Exército, Marinha e Força Aérea Brasileira, a operação dos militares no Rio Grande do Sul conta com um efetivo de quase 12 mil militares, além de 94 embarcações, 348 veículos, quatro aeronaves e 17 helicópteros.

A AGU justifica o pedido afirmando que a desinformação disseminada prejudica o próprio enfrentamento da catástrofe climática, uma vez que a redução da confiança da sociedade na resposta do Estado brasileiro pode desencorajar a entrega de donativos e prejudicar resgates.

“Não se questiona, portanto, a capilaridade nociva de que se reveste um vídeo com conteúdo de desinformação, especialmente se produzido por alguém a quem a sociedade reputa possuir uma maior confiabilidade, em razão da popularidade que possui”, descreve a AGU em trecho da petição.

O processo foi movido na Justiça Federal de Barueri (SP), que tem jurisprudência em Santana do Parnaíba, onde o influenciador tem residência.

O Terra tenta contato com a assessoria de Marçal, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

Redação com Terra

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