Anadia/AL

13 de julho de 2024

Anadia/AL, 13 de julho de 2024

Palmeiras acusa dirigente do São Paulo de xenofobia contra Abel Ferreira

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 4 de março de 2024

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ESPN

“A Sociedade Esportiva Palmeiras estuda as medidas legais cabíveis contra o diretor de futebol do São Paulo, Carlos Belmonte, flagrado xingando de forma xenófoba o técnico Abel Ferreira após o jogo de ontem, no MorumBIS. Não há justificativa para as palavras baixas e preconceituosas escolhidas pelo dirigente são-paulino com o intuito de depreciar um profissional íntegro e vitorioso, que vive no Brasil há mais de três anos”, diz o Palmeiras em nota.

No mesmo comunicado, o clube alviverde também lamentou as declarações do presidente são-paulino Julio Casares, que protestou contra a arbitragem depois do empate. “Chega de o Abel apitar jogo”, afirmou Casares aos jornalistas.

Após o 1 a 1 no MorumBIS, pelo Campeonato Paulista, o São Paulo não cedeu a sala de entrevistas coletivas à comissão técnica palmeirense, comandada por Abel Ferreira. De acordo com o Tricolor, trata-se de reciprocidade, uma vez que, no Allianz Parque, o local para a realização de entrevistas com o time visitante não é considerado o ideal pela diretoria são-paulina.

O árbitro da partida, Matheus Delgado Candançan, relatou na súmula que foi xingado por atletas e dirigentes do São Paulo, entre eles Carlos Belmonte.

Tudo começou em uma confusão que se espalhou pelo túnel que dá acesso aos vestiários do MorumBIS. Jogadores não relacionados do São Paulo, como Calleri, Rafinha e Wellington Rato, foram flagrados exaltados e criticando o juiz. Além deles, também estavam presentes na cena o presidente Julio Casares e Belmonte.

Segundo Candançan, os dirigentes do São Paulo disseram o seguinte: “safados”, “que pênalti foi esse?”, “sem vergonhas”, “filhos da p…”, “vai tomar no c…”, “você não vai ficar em paz”, “desgraçados” e “o Abel (Ferreira) apitou o jogo hoje“.

Leia a nota do Palmeiras na íntegra

A Sociedade Esportiva Palmeiras estuda as medidas legais cabíveis contra o diretor de futebol do São Paulo, Carlos Belmonte, flagrado xingando de forma xenófoba o técnico Abel Ferreira após o jogo de ontem, no Morumbis. Não há justificativa para as palavras baixas e preconceituosas escolhidas pelo dirigente são-paulino com o intuito de depreciar um profissional íntegro e vitorioso, que vive no Brasil há mais de três anos.

O Palestra Italia nasceu pelas mãos de imigrantes que resistiram à intolerância para que o clube não morresse. A nossa história foi construída com o amor e a dedicação de jogadores, profissionais e torcedores de diferentes nacionalidades e etnias, sem distinção. Repudiamos, portanto, qualquer tipo de discriminação, quanto mais ofensas que incitem a aversão a estrangeiros.

Não é segredo que o futebol brasileiro atravessa um momento perigoso, com casos cada vez mais frequentes de violência, como o brutal ataque ao ônibus da delegação do Fortaleza, há menos de duas semanas, e a morte de um torcedor em Belo Horizonte (MG), no último sábado (2). Neste cenário complexo e desafiador, cabe a quem comanda o compromisso com a responsabilidade, não com o ódio.

Desse modo, lamentamos também a postura do presidente do São Paulo, Júlio Casares, que, em um pronunciamento raivoso na zona mista do estádio, desrespeitou gratuitamente o técnico Abel Ferreira. Trata-se de um comportamento inadequado e incompatível com quem ocupa um cargo de tamanha relevância. O desequilíbrio, a insensatez e a histeria somente potencializam a violência que todos, juntos, deveríamos combater.

Reiteramos que estamos analisando as medidas judiciais cabíveis para proteger o nosso treinador e o próprio Palmeiras.

*Redação com  CNN Brasil

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