A Polícia Civil de Alagoas concluiu, por meio do 53º Distrito Policial (53º DP) de Arapiraca, o inquérito sobre uma clínica clandestina de abortos que funcionava no município. Duas pessoas foram indiciadas, sendo uma mulher idosa, apontada como responsável pelos procedimentos, e um empresário, apontado como patrocinador de um dos abortos.
Segundo a investigação, uma gestante morreu e outra perdeu a visão de um olho em decorrência de infecção generalizada.
A mulher foi indiciada pelo crime de aborto provocado por terceiro com consentimento da gestante, homicídio culposo e lesão corporal de natureza gravíssima. Já o empresário responde por coautoria e participação em aborto provocado por terceiro. De acordo com o inquérito, ele pressionou a vítima a interromper a gravidez, forneceu medicamentos abortivos e pagou R$ 2 mil em espécie pelo procedimento.
As investigações, iniciadas pelo delegado Francisco Medson e concluídas pelo delegado Jonas Bezerra, apontaram que os abortos eram realizados há pelo menos 10 anos, na residência da investigada, mediante pagamento de R$1,5 mil a R$ 2 mil. Cinco vítimas foram identificadas.
O caso chegou à polícia por denúncias anônimas e, em 12 de março deste ano, o 53º DP cumpriu mandado de busca e apreensão no local, onde foram recolhidos instrumentos cirúrgicos, medicamentos anestésicos e analgésicos, insumos hospitalares e celulares.
O inquérito foi encaminhado à Justiça e aguarda manifestação do Ministério Público para decidir sobre o oferecimento de denúncia.
Fonte: 7 Segundos

















