Anadia/AL

7 de agosto de 2026

Anadia/AL, 7 de agosto de 2026

Projeto de Milei leva multidão às ruas do país com gritos: “Argentina não está à venda”

As tropas de choque rodearam o Congresso Nacional, onde o texto era debatido.

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 7 de agosto de 2026

Javier Milei vende a Argentina - Crédito: Brasil 247 / Dall-E

Por Marcia Carmo

A cidade de Buenos Aires foi o epicentro dos protestos, nesta quinta-feira, contra o projeto de lei do governo Milei que modifica a legislação atual sobre propriedade privada – que foi batizada de “lei de terras” e, oficialmente, “lei de não violação da propriedade privada”. A manifestação contou com apoio de movimentos sociais e sindicatos.

Ativistas contrários à possibilidade de venda de terras ao capital estrangeiro queimaram uma bandeira norte-americana. As tropas de choque lançaram bombas de gás lacrimogêneo em série, em meio à multidão de manifestantes e de pessoas que saíam do trabalho. Caminhões hidrantes e policiais fortemente armados impediram que os participantes do ato se aproximassem do Congresso, rodeado por grades de ferro. Até o fim da noite, 26 pessoas tinham sido detidas.

Segundo o jornal Página/12, uma fotógrafa foi ferida e internada com traumatismo craniano. Não foi a primeira vez que um fotógrafo saiu ferido diante da ação da polícia argentina durante o atual governo. Os protestos ocorreram em vários pontos do país e contaram com apoio de acadêmicos, artistas e políticos da oposição.

Em Buenos Aires e no interior do país, os gritos foram: “A pátria não se vende”; “Argentina não está à venda”. Nos últimos dias, diante das fortes críticas, o governo recuou e modificou artigos do projeto que permitiam a maior participação de estrangeiros na compra de terras. No entanto, o projeto gera ainda forte preocupação na oposição e no eleitorado.

Num artigo na imprensa local, o ex-ministro do kirchnerismo, Wado de Pedro, escreveu: “O que está em jogo é a soberania nacional. Enquanto as grandes potências reforçam os controles sobre recursos estratégicos e territórios sensíveis, a Argentina discute a anulação (da atual legislação) que protege nosso território em um contexto global de crescente disputa por água, minerais críticos, energia e alimentos”.

Redação com Brasil 247

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