
Por Marcia Carmo
A cidade de Buenos Aires foi o epicentro dos protestos, nesta quinta-feira, contra o projeto de lei do governo Milei que modifica a legislação atual sobre propriedade privada – que foi batizada de “lei de terras” e, oficialmente, “lei de não violação da propriedade privada”. A manifestação contou com apoio de movimentos sociais e sindicatos.
Segundo o jornal Página/12, uma fotógrafa foi ferida e internada com traumatismo craniano. Não foi a primeira vez que um fotógrafo saiu ferido diante da ação da polícia argentina durante o atual governo. Os protestos ocorreram em vários pontos do país e contaram com apoio de acadêmicos, artistas e políticos da oposição.
Em Buenos Aires e no interior do país, os gritos foram: “A pátria não se vende”; “Argentina não está à venda”. Nos últimos dias, diante das fortes críticas, o governo recuou e modificou artigos do projeto que permitiam a maior participação de estrangeiros na compra de terras. No entanto, o projeto gera ainda forte preocupação na oposição e no eleitorado.
Num artigo na imprensa local, o ex-ministro do kirchnerismo, Wado de Pedro, escreveu: “O que está em jogo é a soberania nacional. Enquanto as grandes potências reforçam os controles sobre recursos estratégicos e territórios sensíveis, a Argentina discute a anulação (da atual legislação) que protege nosso território em um contexto global de crescente disputa por água, minerais críticos, energia e alimentos”.
Redação com Brasil 247

















