Paulo Magalhães (PSD-BA), relator do processo contra Glauber Braga (Psol-RJ) na Câmara dos Deputados, apresentou parecer favorável à cassação do parlamentar em reunião do Conselho de Ética nesta quarta-feira (2), levando a presidente do Psol, Paula Coradi, a classificar o relatório como desproporcional.
Segundo o parecer, Braga cometeu desvios de conduta ao expulsar, aos chutes, um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) do interior da Casa, em abril de 2024, após uma discussão em que o extremista de direita provocou o parlamentar. “É imperioso admitir que o representado, com seus atos, efetivamente incidiu na prática da conduta, sendo cabível, no caso sob exame, a sanção da perda do mandato”, diz o documento.
A dirigente classificou o parecer como um “absurdo”. “O Conselho de Ética engaveta inúmeros processos, como os dos golpistas de 8 de janeiro, e age assim contra um deputado de esquerda, do Psol. É um absurdo. Não há motivo para propor uma punição dessa natureza. O Psol vê essa ação desproporcional com a mais absoluta indignação e surpresa”, afirmou Coradi, em nota.
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) pediu vistas ao processo. Com isso, o relatório deve ser votado na próxima sessão e, se aprovado, segue para o plenário da Câmara, que decidirá sobre a eventual cassação do mandato.
O integrante do grupo de extrema direita perseguia Glauber de modo sistemático, tanto em Brasília quanto no Rio de Janeiro, e proferia xingamentos contra a mãe do deputado.
Redação com Brasil 247