Anadia/AL

25 de março de 2026

Anadia/AL, 25 de março de 2026

Reino Unido e França sediarão negociações com chefes militares de 30 países interessados em reabrir Estreito de Ormuz

Reuniões entre chefes do Estado-Maior das Forças Armadas de países interessados ocorrerão 'em breve' para discutir como proceder para tentar reabrir estreito fechado há quase um mês pelo Irã por conta da guerra contra os EUA e Israel.

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 25 de março de 2026

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

Reino Unido e França presidirão esta semana uma reunião virtual com chefes militares de cerca de 30 países dispostos a abrir o Estreito de Ormuz e formar uma coalizão pela segurança do local, confirmou uma fonte do Ministério da Defesa britânico à AFP nesta quarta-feira (25).

A reunião sobre o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã há quase um mês por conta da guerra contra os Estados Unidos e Israel, reunirá “os chefes de Estado-Maior das Forças Armadas” dos países signatários de um comunicado divulgado na semana passada.

Esses países pediram uma moratória dos ataques contra infraestruturas petrolíferas e de gás no Golfo e se declararam “dispostos a contribuir” para os esforços de segurança no estreito.

O comunicado conjunto, por iniciativa de França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão, recebeu o apoio de cerca de 30 países, entre eles Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

O chefe do Estado-Maior britânico, Richard Knighton, e seu homólogo francês, Fabien Mandon, estão “cientes do papel que devem desempenhar para reunir essa coalizão e ajudar a comunidade internacional a elaborar um plano que permita a reabertura de Ormuz o mais rápido possível”, afirmou a fonte.

Uma autoridade francesa também confirmou a reunião à agência de notícias Reuters, e disse que o encontro terá caráter técnico. A fonte não especificou quando esse encontro ocorreria, disse apenas “em breve”. A autoridade disse ainda que a reunião buscará estabelecer que a coalizão terá uma postura defensiva e sem relação com a abordagem norte-americana.

A imprensa britânica reportou que o Reino Unido propôs sediar uma conferência internacional sobre a segurança de Ormuz em um segundo momento para lançar uma coalizão dos países comprometidos com essa missão.

Antes dos chefes militares desses países se organizarem para reuniões sobre o Estreito de Ormuz, o chefe da Otan, o secretário-geral Mark Rutte, afirmou à mídia dos EUA no final de semana que um grupo de 22 países estava se preparando para reabrir o estreito. Rutte tampouco deu detalhes sobre como isso será feito dado que o Irã tem navios militares na região e controla a passagem.

Vários países acusam o Irã de ter colocado minas no estreito, o que pode levar a uma operação para removê-las.

Mas alguns países, entre eles França, Itália e Alemanha, alertam que nenhuma operação poderia ser realizada no atual contexto de ataques na região.

O Irã fechou de fato o Estreito de Ormuz, por onde transitavam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo, em resposta à ofensiva israelense e americana iniciada em 28 de fevereiro.

O bloqueio dessa via estratégica, onde o Irã atacou vários navios, chegou a fazer o preço do petróleo subir para perto de 120 dólares o barril.

O Irã afirmou na terça-feira que pode garantir a passagem segura de “navios não hostis” que atravessem o estreito.

A república islâmica declarou nos últimos dias que não atacará países aliados, embora muitos navios estejam evitando a região devido à recusa das seguradoras em assumir riscos.

O presidente americano, Donald Trump, pressiona seus aliados a participar da segurança de Ormuz, mas o Reino Unido afirmou recentemente que isso não ocorreria no âmbito da Otan.

Fonte: G1 Mundo

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