* Edvaldo Junior
O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), voltou a provocar polêmica ao confrontar publicamente um governador alinhado ao bolsonarismo. Desta vez, o alvo foi o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), acusado pelo ministro de tentar transferir responsabilidades e atacar o governo federal para esconder a falta de resultados da própria gestão.
Em vídeo divulgado no Instagram, Renan adotou tom duro e direto. “Uma das manias de quem não entrega resultado é tentar transferir a responsabilidade”, afirmou, antes de listar uma série de obras estruturantes executadas pelo governo federal em Santa Catarina nos últimos anos. Entre elas, a duplicação da BR-101, a construção da ponte Anita Garibaldi, o contorno viário da Grande Florianópolis, viadutos em Blumenau e na BR-470, além de trechos de pavimento rígido na BR-163.
Ao final, o ministro foi ainda mais incisivo: “O seu governo é retrógrado, antigo, mal-humorado, briguento. Você ataca porque não tem argumento. O tempo está passando e a sua máscara já caiu”.
A fala repercutiu imediatamente e gerou reação do governador catarinense. Se referindo a Renan, Jorginho postou nas redes sociais a frase “mente que não sente”, evidenciando mais um embate direto entre Renan Filho e lideranças bolsonaristas.
O episódio reforça uma linha de atuação que o ministro vem adotando nos últimos meses: enfrentar adversários políticos sem intermediários, seja nas redes sociais ou em agendas públicas.
Paralelamente aos confrontos políticos, Renan segue percorrendo o país com a agenda “Na boleia do Brasil”, acompanhando obras e entregas do Ministério dos Transportes. Após passar pelo Sul e Sudeste, o ministro deve programar uma nova caravana pelo Nordeste, com parada estratégica em Alagoas, seu reduto político.
Renan Filho segue como pré-candidato ao governo de Alagoas, mas amplia, passo a passo, sua projeção nacional. A combinação entre entregas concretas, presença constante nos estados e enfrentamento direto à oposição tem fortalecido seu nome no cenário político brasileiro. Vai que, no meio do caminho, ele acabe sendo convocado para compor uma chapa nacional como vice de Lula. Mas essa já é outra história.
* Jornal de Alagoas

















