Por: Maria Paula Carvalho
O irlandês Gerard O’Connel e a argentina Elisabetta Piqué são correspondentes internacionais em Roma e eram próximos do papa Francisco, o que lhes permitiu ter acesso a um grande número de informações privilegiadas. Os dados publicados, no entanto, não podem ser considerados oficiais e devem ser analisados sempre no condicional.
Pela primeira vez na história recente, um cardeal francês, Jean-Marc Aveline, arcebispo de Marselha, teria ficado na terceira colocação para o cargo de Sumo Pontífice, destaca o jornal Le Figaro. O último papa francês foi Gregório XI, em 1370.
O livro é baseado em entrevistas com cardeais, declarações públicas ou anônimas, antes e depois da eleição. O texto aponta a estimativa dos votos de cada rodada, assim como o descuido de um cardeal que teria colocado dois votos na urna, entre outras curiosidades.
Escrito como um diário de bordo, o texto reconstitui as tendências dentro da Igreja e tenta revelar o que o público jamais saberia, escreve o jornal católico La Croix. Por exemplo, o fato de que o sinal de um telefone celular foi detectado dentro da Capela Sistina, quando os 133 cardeais votantes deveriam estar reclusos do mundo exterior.
O nome do religioso que esqueceu seu aparelho no bolso não é revelado, mas o incidente atrasou uma das rodadas de votação. Situações inesperadas como essa, que agora chegam ao grande público, com todos os detalhes de quem conhece o Vaticano por dentro.
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