Por Glauco Farias
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), confirmou nesta sexta-feira (30) que deixará o comando da pasta até o final de março para disputar as eleições em outubro.
Ela disse ter se colocado à disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda não há uma definição nem sobre o cargo que disputará e nem onde será candidata. “Coloquei na mão do presidente Lula o meu destino político. A única coisa que ele já falou, e que eu já vim com essa certeza, é que eu não permaneço no ministério, portanto sou candidata a alguma coisa no processo de 2026”, pontuou.
“Como havia essas discussões, ‘vai ser candidata ao Senado, vai ser candidata ao governo, vai ser candidata no Mato Grosso do Sul, vai ser candidata por São Paulo’, eu deixei claro para o presidente: eu vou deixar a minha vontade pessoal de lado, e só ele sabe qual é, para atender a um projeto político de país”, disse Tebet. “Ele não me disse onde eu tenho que jogar nesse tabuleiro eleitoral. Ele apenas disse: você é importante, vou precisar de você, vou ter outras conversas e depois a gente volta a conversar. Vamos decidir ainda antes do carnaval”, relatou.
As declarações foram feitas no lançamento do Observatório da Qualidade do Gasto Público (OQGP), do Insper, em São Paulo. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Tebet e Lula fizeram “exercícios e raciocínios” sobre em que cargo e lugar a ministra poderia cumprir melhor sua missão política. Ela negou que tenha tratado de concorrer ao governo de São Paulo e confirmou que recebeu um convite para ingressar no PSB.
Com toda sua trajetória política no MDB, Tebet teria que sair da legenda para concorrer em São Paulo, já que a seção estadual do partido é aliada do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Tebet, Marina e… Haddad em São Paulo?
A ministra tem até 4 de abril para transferir o seu domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul, estado pelo qual se elegeu senadora em 2014, para São Paulo.
Ela pode ter como companheira de chapa na disputa pelo Senado uma colega de governo Lula, a ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva. Nesta quinta-feira (29), em entrevista à RedeTV!, Marina admitiu que pode sair do seu partido, a Rede Sustentabilidade, e diz manter conversas com o PT, PSOL, PSB e PV como possíveis destinos para uma candidatura em São Paulo, onde se elegeu deputada federal em 2022.
“Eu me vejo no desenho da construção para o Senado. São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata. E, agora, eu estou disposta a fazer essa construção”, afirmou Marina.
Para o governo de São Paulo, o mais cotado continua sendo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que vem resistindo à possibilidade, embora já tenha sido apontado publicamente como melhor candidato da base governista pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e pelo ministro da Educação, Camilo Santana.
A ministra do Planejamento falou sobre as possíveis opções para uma candidatura do campo do presidente Lula ao governo de São Paulo. “Eu, particularmente entendo, que São Paulo tem dois nomes de peso, relevantes, importantes, que têm condições de performar muito bem, de levar inclusive para um segundo turno, que são o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Não entramos em detalhes. Estou aqui apenas externando uma mera opinião” disse Tebet.
Fonte: Revista Fórum

















