Um ataque aéreo neste domingo, 29, deixou boa parte de Teerã, capital do Irã, e seus arredores sem energia elétrica. A movimentação alimenta rumores de que os Estados Unidos possam estar arquitetando um ataque pelas vias terrestres contra o país, possibilidade que foi levantada pelo presidente do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, mais cedo. Ainda não há informações oficiais sobre quantas pessoas estão sem eletricidade no Irã.
As informações são da agência internacional de notícias AFP. Apesar do tom crítico aos EUA, Ghalibaf é um dos favoritos do governo de Donald Trump para assumir o controle do país, visto como um interlocutor confiável para negociar uma saída para a guerra. Mais cedo neste domingo, ele disse que o governo americano estaria usando as conversas de negociação como forma de disfarçar os planos para atacar o país.
“O inimigo publicamente manda mensagens de negociação enquanto, secretamente, planeja uma invasão terrestre — sem saber que nossos homens estão esperando tropas americanas entrarem no território, prontos para desencadear devastação sobre eles e punir seus aliados regionais permanentemente”, disse o iraniano. Segundo Ghalibaf, os EUA apresentam aquilo que não conseguiram pela guerra na forma de uma lista de 15 pontos para seguir pela diplomacia, mas, enquanto os americanos buscarem a rendição do Irã, “a resposta de seus filhos permanece clara: ‘longe de nós aceitar a humilhação’”.
Movimentações de guerra
Outras movimentações importantes marcaram a guerra no Oriente Médio neste domingo. Uma delas é a morte de um agente de paz da ONU durante explosões ao vilarejo de Adchit al-Qusayr, no Líbano. “Não sabemos qual é a origem do projétil. Abrimos uma investigação para apurar todas as circunstâncias”, diz a missão da ONU no Líbano em nota. Além do agente morto, outro ficou gravemente ferido. Na região, já é segunda-feira, 30 de março.
Paralelo a isso, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei (filho de Ali Khamenei, morto durante um bombardeio dos Estados Unidos), agradeceu publicamente ao aiatolá Ali al Sistani, líder do Iraque, pela ajuda no conflito armado. A declaração repercutiu por meio de um comunicado difundido nos canais públicos do país. Mojtaba Khamenei não tem feito aparições — o que, segundo seu governo, seria por questões de segurança.
* Fonte: RBN

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