Por: Milly Lacombe
Ao lado de Israel, o governo de Donald Trump decidiu que seria uma boa ideia dar início a uma guerra maluca, sem plano definido, sem objetivo claro, sem dar importância à diplomacia que estava fazendo o seu trabalho para chegar a acordos com o governo do Irã. Como ato inaugural, assassinou 160 meninas entre sete e 12 anos dentro de uma escola primária em Teerã. Depois, sempre com a parceria de Netanyahu, seguiu cometendo crimes de guerra enquanto jogava golfe em seu resort. Esse é o país que vai sediar a Copa.
Não existem justificativas éticas, morais, legítimas, políticas, econômicas, sociais ou legais para manter os Estados Unidos como sede e como participante. Se não vai haver um boicote – deveria – então que pelo menos tirem os Estados Unidos da Copa.
Donald Trump tem dado a cada dia mais demonstrações de que é um fascista psicótico estuprador e possivelmente pedófilo com problemas de cognição completamente desassociado da realidade. Como deixar que a Copa aconteça dentro do país que ameaça destruir a espécie humana? Não faz nenhum sentido.
O Irã se retirou oficialmente da competição porque está sendo agredido e não escuta o mundo se levantar contra o absurdo dessa agressão estadunidense-israelense.
Não vem agora ao caso se o Irã é uma teocracia repressiva que causa dor aos seus cidadãos e principalmente às suas cidadãs. A Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos, faz as mesmas coisas em tons ainda mais fortes e não está sendo ameaçada de sumir da face da Terra pela dupla Trump-Netanyahu. Muito pelo contrário.
Dentro dos Estados Unidos, Trump também mata seus cidadãos, joga-os em centros de detenção sem o devido processo legal e incentiva todo tipo de violência contra mulheres. Então, um mínimo de coerência se faz necessário. Primeiro a gente acaba com a Guerra, depois julga Trump e Netanyahu por seus crimes e então poderemos nos articular para falar da luta feminista das bravas iranianas, que estão agora mesmo batalhando por suas vidas ameaçadas por aqueles que fingem querer libertá-las.
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