Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), a juíza substituiu a prisão por prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas, pelo período da pena. A sentença prevê uma hora de tarefa por dia de condenação, em local a ser definido pelo Juízo da Execução.

A denúncia foi apresentada pelo promotor Alex Almeida, da Promotoria de Justiça de Porto Real do Colégio. A injúria racial é equiparada ao crime de racismo.

Jogador pediu a paralisação da partida

O caso ocorreu em 10 de maio de 2026, no Campo de Futebol de São Brás, durante o confronto entre Miguelense e Sporting, válido pelo Campeonato Alagoano da Série B, categoria Sub-23.

Conforme a denúncia, Marcelo estava junto à grade que separa a torcida do gramado quando começou a chamar Dinda, que é negro, de “urubu”, após um lance executado pelo atleta.

O jogador comunicou as ofensas ao árbitro, pediu a interrupção da partida e acionou os policiais militares que estavam no estádio. O jogo foi paralisado, e atletas das duas equipes confirmaram a agressão verbal de cunho racista.

Profissional havia mais de dez anos, Dinda relatou ter se sentido humilhado e afirmou que nunca havia sofrido uma ofensa racial em campo.

Durante o inquérito policial, Marcelo admitiu ter chamado o jogador de “urubu”, mas alegou que só percebeu a cor do atleta depois da fala. Segundo o MPAL, ele afirmou que, naquele momento, entendeu que a expressão seria interpretada como racismo.

“O jogador sofreu ofensa racial simplesmente porque errou um lance e o torcedor achou que merecia um xingamento de extrema humilhação”, afirmou o promotor Alex Almeida.

*Cada Minuto