Três homens foram presos, na tarde desta quarta-feira (16), em Maceió, suspeitos de fraudar combustíveis das viaturas do Instituto Médico Legal (IML). Um dos presos é um funcionário terceirizado da instituição.
As prisões foram realizadas pela Operação Policial Litorânea (Oplit). O coordenador, Antônio de Pádua, informou que o desvio havia sido detectado há três meses pelo setor de frotas do IML.
“Os responsáveis pelo setor de frotas do IML, juntamente com o responsável pelo setor de abastecimento da Angesp (Agência Nacional de Gestão em Perícias), estavam monitorando o consumo excessivo de combustível em determinados dias de plantão. Diante dessas informações, eles começaram a investigar a causa desse aumento exagerado de combustível”, explicou Pádua.
Ele informou que as prisões foram feitas em flagrante e que a fraude envolvia o funcionário terceirizado e dois frentistas de um posto de combustíveis na parte alta de Maceió, próximo ao IML.
“Existia um acordo entre ele [funcionário] e os dois frentistas. Eles simulavam um abastecimento com uma cota de R$ 290, mas, na prática, o funcionário abastecia apenas R$ 90. Os outros R$ 200 eram apenas registrados como abastecidos”, explicou.
Além disso, segundo Pádua, o funcionário trabalhava no IML há 4 anos.
Os presos foram conduzidos à Central de Flagrantes, no Tabuleiro do Martins, para as medidas cabíveis.
Segundo Pádua, eles cometeram o crime de furto qualificado. Os responsáveis pelo posto também devem ser intimados.
Por meio de nota, a Polícia Científica de Alagoas informou que será aberto um processo administrativo para apurar a conduta do prestador de serviços, ouvindo também a empresa que o contratou.
VEJA:
A Polícia Científica de Alagoas esclarece:
Que a prisão do motorista de uma empresa terceirizada, que prestava serviços para o IML de Maceió, ocorreu a partir de um processo administrativo aberto pelo setor de transporte do órgão para investigar o desvio de combustível.
Que, após os levantamentos necessários sobre o modo de operação do suspeito para desviar combustível das viaturas, o próprio órgão acionou a Oplit para a realização do flagrante.
Que um representante do órgão encontra-se, neste momento, na Central de Flagrantes prestando esclarecimentos e acompanhando a confecção do auto de prisão em flagrante.
Que, com a confirmação do flagrante, será dado prosseguimento ao processo administrativo que havia sido aberto pelo órgão para apurar a conduta do prestador de serviços, ouvindo também a empresa que o contratou.
Por fim, a Polícia Científica esclarece que continuará trabalhando para garantir que os recursos financeiros destinados ao órgão sejam utilizados da forma correta.
Fonte: Gazeta Web