Anadia/AL

15 de outubro de 2026

Anadia/AL, 15 de outubro de 2026

Ucrânia retoma ataques a refinarias russas e cobra mísseis dos EUA

Zelensky condiciona nova suspensão dos ataques ao envio de interceptores Patriot; governador russo relata incêndio em refinaria de Ryazan

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 15 de outubro de 2026

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Ucrânia retomou os ataques a refinarias russas nesta quinta-feira (15), após uma suspensão anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no domingo.

Segundo a Reuters, o governador da região russa de Ryazan relatou um incêndio em uma instalação petrolífera atingida por drones ucranianos. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, condicionou uma nova interrupção das ofensivas ao recebimento de mais mísseis interceptores Patriot de fabricação americana.

Em entrevista ao jornal Financial Times publicada nesta quinta-feira e reproduzida pela Reuters, Zelensky afirmou que a suspensão dos ataques havia terminado. O presidente ucraniano demonstrou insatisfação com a continuidade das ofensivas russas contra a infraestrutura energética de seu país e com restrições ao apoio americano.

“O bloqueio (aos ataques às refinarias) acabou. Chegamos ao fim”, declarou ao jornal.

O governador de Ryazan, Pavel Malkov, informou pelo Telegram que um ataque de drones ucranianos em grande escala provocou o incêndio na refinaria. A extensão dos danos ainda estava sob avaliação.

“Os danos materiais estão sendo avaliados. Os serviços de emergência estão trabalhando no local”, afirmou Malkov.

A retomada ocorreu depois de Kiev deixar de atingir refinarias russas desde o anúncio de Trump sobre uma trégua no setor energético. A iniciativa, apresentada no domingo, surpreendeu os dois lados do conflito. O presidente americano havia responsabilizado os ataques ucranianos pela alta do preço do diesel nos mercados internacionais.

Zelensky, por sua vez, afirmou que os bombardeios russos continuaram e deixaram 600 mil pessoas sem eletricidade na quarta-feira (14). Ele vinha advertindo que a Ucrânia não manteria indefinidamente a suspensão de suas operações sem uma medida equivalente de Moscou.

Na entrevista ao Financial Times, o presidente ucraniano disse que só aceitaria interromper novamente os ataques ao setor energético russo se recebesse mais interceptores Patriot. Classificou esse fornecimento como o “mínimo” aceitável em uma negociação para recompor as relações com a Casa Branca.

A tensão também envolve o compartilhamento de inteligência militar. Segundo Zelensky, autoridades militares americanas haviam avisado seus interlocutores ucranianos de que Washington bloquearia informações caso Kiev não suspendesse os ataques à infraestrutura energética russa.

Autoridades ucranianas relataram que, nos últimos dias, não receberam dos Estados Unidos alertas antecipados sobre a aproximação de mísseis balísticos russos, apesar da interrupção das ofensivas contra as refinarias.

Elas também afirmaram que a velocidade do serviço militar de comunicação por satélite ligado ao Starlink, de Elon Musk, foi reduzida em todo o país. Segundo esses relatos, a limitação prejudicou operações na linha de frente e ataques de médio alcance contra instalações militares russas.

Ao Financial Times, Zelensky afirmou que a interrupção do apoio havia sido apresentada a Kiev como uma falha técnica, explicação que rejeitou.

“Não foi um problema técnico, foi uma decisão”, disse o presidente ucraniano.

Musk declarou na quarta-feira, em publicação na rede social X, que o Starshield, versão militar do Starlink, pertencia ao governo dos Estados Unidos e era controlado por ele. Acrescentou que cabia a Washington decidir sobre eventuais limites de velocidade.

Zelensky também criticou o interesse do governo americano em fechar acordos comerciais com Moscou e o que considera uma postura de favorecimento de Trump ao presidente russo, Vladimir Putin.

No sábado, Trump havia defendido a substituição de Zelensky e criticado os ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera russa. A declaração ocorreu um dia depois de anunciar um acordo de fornecimento de diesel com a Rússia, com o objetivo de reduzir os preços dos combustíveis, que subiram desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em fevereiro.

Fonte: Brasilo 247

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