Em entrevista à Rádio Itatiaia nesta sexta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a quem chamou de “o maior traidor da história do país”, e defendeu a cassação de seu mandato. O chefe do Executivo também comentou o processo judicial contra Jair Bolsonaro (PL), dizendo que não pretende acompanhar o julgamento.
Críticas a Eduardo Bolsonaro
Lula foi categórico ao afirmar que Eduardo Bolsonaro não tem condições de permanecer no Congresso. Para ele, as atitudes do deputado ultrapassaram todos os limites.
“Não pode exercer o mandato dele. Já falei com o presidente Hugo Motta, com vários deputados. É extremamente necessário cassar Eduardo Bolsonaro, porque ele vai passar para a história como o maior traidor da história deste país. Aliás, um dos maiores traidores da pátria do mundo”, declarou.
O presidente acusou o parlamentar de ter atacado o Brasil em viagens ao exterior, principalmente nos Estados Unidos, ao lado do ex-presidente Donald Trump. “Ele sai do Brasil, vai para os Estados Unidos denunciar o Brasil e fica mentindo com relação ao país. As acusações que Trump fez ao Brasil são todas inverídicas”, disse Lula.
Ao ser questionado sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula garantiu que não se envolve no processo e que não pretende acompanhar as sessões. “Não vou assistir a julgamento nenhum. Tenho coisa melhor para fazer”, afirmou.
O petista ressaltou que o caso será decidido pela Justiça com base em provas, depoimentos e investigações da Polícia Federal. “Ele vai ser julgado com base nos autos. Não é a figura de Bolsonaro que está sendo julgada. O que está sendo julgado é o comportamento desse cidadão que foi presidente em função das denúncias e delações feitas e das provas apuradas pela Polícia Federal. Se ele cometeu crime, será punido. Se não cometeu, será absolvido e a vida continua. A Justiça deve valer para todos”, destacou.
Anistia fora de cogitação
Lula também rejeitou qualquer possibilidade de anistia ao ex-presidente. Para ele, sequer há espaço para esse debate neste momento. “Não se discute anistia. É uma coisa tão impertinente. Ninguém foi ainda condenado. O homem não foi nem julgado e já está querendo anistia? Ele já está dizendo que é culpado e quer ser perdoado?”, questionou.
O presidente acrescentou que Bolsonaro deve apresentar sua defesa como qualquer outro cidadão. “Ele está tendo direito à presunção de inocência, que eu não tive. Então, que ele se defenda e prove que é mentira. Que prove que não tinha caminhão com bomba no aeroporto de Brasília. Que prove que não tinha plano arquitetado para matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. Que prove que não foi ele que organizou a ocupação na frente dos quartéis brasileiros”, concluiu.
Redação com Brasil 247
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