Anadia/AL

25 de junho de 2026

Anadia/AL, 25 de junho de 2026

PGR pede prazo para analisar se posse de arma por Bolsonaro é falta grave

Gonet considerou que ainda não é possível afirmar que armamento guardado pelo ex-presidente configura uma “falta grave” para revogar domiciliar

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 25 de junho de 2026

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Foto: Diário 360

Por: Nino Guimarães

A PGR (Procuradoria Geral da República) pediu nesta 5ª feira (25.jun.2026) mais prazo para analisar se a arma guardada na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) configura falta grave. Em parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerou que as investigações sobre a manutenção de uma pistola por Bolsonaro ainda não caracterizam situação que justifique punir o ex-mandatário com o retorno à prisão no Complexo da Papuda.

O prazo da prisão domiciliar humanitária se encerra nesta 5ª feira (25.jun). Caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidir se prorroga ou não o benefício.

Na 4ª feira (24.jun), o ministro pediu um parecer da PGR sobre o possível cometimento de “falta grave” de Bolsonaro por não ter entregue a arma. A defesa do ex-presidente alega que não havia decisão judicial ordenando a devolução de armamentos.

No parecer, Gonet afirmou que, neste estágio inicial das investigações, não se vislumbra uma situação “caracterizadora de falta disciplinar ou de descumprimento das condições de cautela a que o condenado está submetido”. “A configuração de uma falta como grave exige mais do que a subsunção do fato à norma, demandando a análise dos impactos da conduta ilícita na ordem jurídica e no objeto e finalidade da execução penal”, escreveu. Leia a íntegra (PDF – 248 kB).

A PGR sugeriu que se aguarde a conclusão das investigações sobre as circunstâncias da manutenção da arma por Bolsonaro durante a prisão domiciliar para, a partir daí, verificar se houve ou não irregularidades.

Em 24 de março, Moraes autorizou que o ex-presidente cumprisse prisão domiciliar humanitária por 90 dias, com base na gravidade de seu quadro de saúde. Na última semana, no entanto, foi constatado que Bolsonaro mantinha uma psitola em casa.

Ao solicitar a manifestação da PGR, Moraes destacou que o depoimento de Bolsonaro sobre a pistola indicaria a prática de falta grave por “posse indevida de instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem”. O magistrado observou que a Lei de Execução Penal prevê, para esse tipo de infração, a revogação da progressão de regime e o fim da prisão domiciliar.

Na noite desta 3ª feira (22.jun), a defesa de Bolsonaro apresentou um pedido para prorrogar a prisão domiciliar sob a justificativa de “quadro clínico” sensível. Segundo os advogados, apesar da evolução favorável nos últimos meses, persistem fatores médicos que justificariam a manutenção da medida.

A defesa afirma que Bolsonaro continua sob monitoramento clínico, realiza fisioterapia e utiliza medicação contínua. O pedido menciona que já foram solicitados exames complementares, entre eles tomografias, endoscopia e procedimentos voltados à investigação de problemas gastrointestinais e respiratórios.

Redação com Poder 360 

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