Anadia/AL

7 de abril de 2026

Anadia/AL, 7 de abril de 2026

Sobe para 28 número de possíveis vítimas do cardiologista preso por suspeita de crimes sexuais no RS

Segundo o delegado Valeriano Garcia Neto, as pacientes fizeram registro de ocorrência e prestaram depoimento. Número de vítimas duplicou nesta quarta-feira (1º)

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 2 de abril de 2026

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil já abriu inquéritos e ouviu o depoimento de 28 possíveis vítimas do cardiologista Daniel Pereira Kollet, preso preventivamente em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por suspeita de crimes sexuais  que teriam sido praticados durante consultas. O número é duas vezes maior do que havia sido registrado até a manhã desta quarta-feira (1º).

São pacientes mulheres que fizeram registro de ocorrência e já prestaram depoimento. Conforme a polícia, o cardiologista agia desta forma há pelo menos dois anos. Ao final da consulta, ele pedia segredo às pacientes. De acordo com a polícia, são investigados os possíveis crimes de importunação sexual, ⁠violação sexual mediante fraude, ⁠estupro e ⁠estupro de vulnerável.

Segundo o delegado, uma das pacientes relatou à polícia que Kollet a prescreveu o uso de medicação controlada e pediu que ela retornasse ao consultório periodicamente.

“Foi abusada várias vezes, porque ele mandava voltar na clínica. Ele dopava a vítima e praticava estupros reiterados de forma sistemática. A vítima andava dopada, se arrastando. Ela está vulnerável, então configura estupro de vulnerável”, explica Valeriano.

A mulher teria percebido que havia alguma coisa errada e levou uma familiar junto na consulta. “Nesse dia, ele não encostou um dedo nela”, diz o delegado. A paciente buscou outro profissional, que afirmou que ela não tinha problema de saúde e não precisava tomar remédio.

O advogado Rômulo Campana, do escritório que representa o médico, nega as suspeitas e alega que “trata-se de médico há quase 30 anos, com conduta ilibada, cuja atuação profissional sempre foi pautada pela ética, responsabilidade e compromisso com a saúde de seus pacientes”.

“Abraçava, beijava e acariciava enquanto elas estavam sem roupas durante a consulta médica, sem o consentimento das mesmas. As vítimas ficavam em estado de choque e sem reação”, relata o delegado.

Daniel Pereira Kollet foi encaminhado para o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), centro de triagem de presos na capital.

Denúncias anônimas pode ser feitas no telefone (51) 98443-3481.

O que diz a defesa do médico

“Nosso escritório ainda não teve acesso ao inquérito que originou a prisão, contando, até o momento, apenas com informações preliminares. Em conversa com nosso cliente, este negou integralmente todas as acusações que lhe foram imputadas.

Trata-se de médico há quase 30 anos, com conduta ilibada, cuja atuação profissional sempre foi pautada pela ética, responsabilidade e compromisso com a saúde de seus pacientes.

Tão logo tenhamos acesso integral aos autos, nosso escritório emitirá nota oficial, que permitirá o completo esclarecimento dos fatos.”

O que diz o Cremers

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) divulgou nota a respeito do caso (leia íntegra):

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) tomou conhecimento dos fatos, e medidas administrativas já foram tomadas para investigação do caso. A situação é grave e deve ser apurada com rigor. Se comprovada a denúncia, todas as ações necessárias serão tomadas para punir os responsáveis.

*G1 / Rio Grande do Sul 

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