
Por Leonardo Lucena
A possibilidade de mudanças na Copa do Mundo de 2026 ganhou força após um emissário ligado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir à Fifa a substituição do Irã pela Itália no torneio. A informação foi publicada nesta quarta-feira (22) pelo Financial Times. A competição, que será sediada por EUA, Canadá e México, foi marcada para acontecer entre os dias 11 de junho e 19 de julho deste ano. A Fifa é presidida por Gianni Infantino.
A proposta feita por aliados de Trump ocorre em meio ao agravamento das tensões geopolíticas envolvendo Washington e Teerã. O pedido teria sido feito sob o argumento de preocupações com segurança e estabilidade política, fatores que poderiam afetar a realização das partidas envolvendo a seleção iraniana.
Mas o Irã afirmou estar plenamente preparado para disputar o Mundial. Autoridades do país indicaram que todos os preparativos foram concluídos e que a equipe pretende marcar presença no torneio, apesar das incertezas.
A eventual substituição da seleção iraniana pela Itália — que não se classificou diretamente para o torneio — representa uma medida incomum no futebol internacional e levanta questionamentos sobre interferência política em competições esportivas. Historicamente, a Fifa defende que decisões esportivas sejam tomadas independentemente de pressões externas.
O debate ocorre em um contexto de declarações divergentes dentro do próprio governo dos Estados Unidos. Em momentos anteriores, Donald Trump chegou a afirmar que o Irã seria “bem-vindo” à competição, segundo relatos de autoridades da Fifa. Mas também manifestou preocupação com a segurança da equipe iraniana, sugerindo que a participação poderia não ser “apropriada” diante do cenário de conflito.
A Fifa tem reiterado publicamente que o Irã deve disputar o Mundial. O presidente da entidade, Gianni Infantino, já declarou que a seleção iraniana participará “com certeza”, defendendo que o futebol deve servir como instrumento de união, mesmo em meio a crises internacionais.
Até o momento, não há decisão oficial sobre qualquer alteração nas seleções classificadas. O impasse reforça o impacto crescente de disputas geopolíticas no esporte global, especialmente em eventos de grande visibilidade como a Copa do Mundo.
Redação com Brasil 247


















