O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (4) que o Irã “será varrido da face da Terra” caso ataque navios norte-americanos que escoltam embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. A declaração foi dada em entrevista à ‘Fox News’ e divulgada pelo repórter Trey Yingst após conversa com o chefe de Estado.
A fala ocorre no mesmo dia em que os EUA iniciaram a operação “Projeto Liberdade”, destinada a escoltar navios presos no Golfo Pérsico e garantir a travessia pela rota marítima. Segundo o governo norte-americano, a ação busca assegurar o fluxo de embarcações na região.
Trump também afirmou que o Irã atacou embarcações de países “não relacionados” à operação, incluindo um navio sul-coreano. “Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se juntar à missão”, declarou. De acordo com o presidente, não houve danos a outras embarcações que cruzaram o estreito.
Ainda segundo Trump, forças dos EUA derrubaram sete embarcações iranianas classificadas como barcos “rápidos”. O governo do Irã negou a informação por meio da TV estatal.
As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que já realizaram a escolta dos primeiros navios comerciais com bandeira americana pelo Estreito de Ormuz. A medida ocorre após o anúncio da operação militar para garantir a passagem na região.

Em resposta, o Irã divulgou um mapa com áreas sob controle militar no estreito, delimitadas por linhas vermelhas. Segundo o governo iraniano, trata-se de “a nova área sob gestão e controle das Forças Armadas do Irã”. Autoridades iranianas também advertiram que qualquer força estrangeira será alvo caso se aproxime da região.
“Advertimos que qualquer força armada estrangeira —especialmente o agressivo Exército dos EUA— se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada”, afirmou o comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi.
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e permanece fechado pelo Irã desde 28 de fevereiro, no contexto do conflito com EUA e Israel. Apesar de um cessar-fogo iniciado em abril, a passagem segue restrita, com impacto no transporte marítimo.
Segundo os EUA, a operação “Projeto Liberdade” tem o objetivo de garantir a circulação de navios e reduzir os efeitos do bloqueio. “Se, de alguma forma, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser combatida com firmeza”, afirmou Trump.
Redação com DCM

















