Anadia/AL

22 de agosto de 2026

Anadia/AL, 22 de agosto de 2026

No RJ, Lula defende ação firme na segurança pública e prisão de criminosos: “vamos tirar os bandidos do território de vocês”

Em ato no Rio, presidente critica ações com alto número de mortes e afirma: “Não vamos fazer Carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200. Nós vamos prendê-los”

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 22 de agosto de 2026

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Crédito: Ricardo Stuckert

Por: João Antonio Cunha

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (22) que, caso seja reeleito, pretende retirar facções criminosas de territórios do Rio de Janeiro e devolvê-los à população, sem recorrer a operações com elevado número de mortes. A declaração foi feita durante um ato de campanha no estádio do Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense. As informações são do g1

“Quero olhar na cara desse povo aqui da Região Oeste do Rio. Nós vamos tirar os bandidos do território de vocês. E vamos devolver o território para o povo do Rio de Janeiro. Não vamos fazer Carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200. Nós vamos prendê-los. Vamos falar: a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo. Não é dos bandidos. Isso vamos fazer”, afirmou.

Durante o discurso, Lula voltou a mencionar a proposta de emenda à Constituição enviada ao Congresso para ampliar a participação da União na segurança pública. Atualmente, a execução operacional direta do policiamento é predominantemente responsabilidade dos governos estaduais.

O presidente também afirmou que, se a proposta for aprovada pelo Senado, pretende recriar o Ministério da Segurança Pública e ampliar a preparação das polícias Federal e Rodoviária Federal.

Educação como prioridade

Lula também dedicou parte significativa do discurso às propostas para a educação. O candidato afirmou que pretende implantar escolas em tempo integral em todas as unidades públicas do país e ampliar a construção de institutos federais, caso seja reeleito.

“As crianças vão ficar o dia inteiro na escola para dar tranquilidade aos pais e mães que vão trabalhar, vão ter muito mais aula, inclusive cultural. Vamos fazer mais institutos federais porque queremos fazer revolução na educação. Quando cheguei à Presidência em 2003, esse país tinha menos de cinco milhões de pessoas no mercado de trabalho com diploma universitário. Hoje, já são 25 milhões e quero chegar a 50 milhões”, disse o petista.

O presidente afirmou ainda que o custo de um preso é superior ao de um estudante de nível superior no Brasil. “Fica muito mais barato investir em educação, porque a nossa escolha é: ou investe em educação hoje, ou tem que investir em cadeia amanhã, e eu prefiro investir em escola. Os pais querem deixar uma profissão para o filho andar de cabeça erguida”, acrescentou.

Defesa e soberania

Na campanha, Lula também tem tratado de investimentos em defesa nacional. No ato deste sábado, afirmou que pretende recuperar a indústria de defesa brasileira, caso conquiste um quarto mandato.

O presidente também voltou a abordar a disputa entre Estados Unidos e China pelo controle de terras raras e minerais críticos. O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras, atrás apenas da China.

Lula afirmou que os países interessados em participar da exploração desses recursos precisarão atuar no desenvolvimento de tecnologia no Brasil. “Essa briga dos Estados Unidos com a China é porque a China é o país que melhor conseguiu desenvolver a exploração e a fabricação das coisas. O que estou dizendo ao mundo é que eu não tenho preferência, eu tenho preferência por todos eles, mas eu sou brasileiro, e quem quiser construir parceria que venha para cá”, afirmou.

“Eu vou formar os nossos filhos e eles vão ter que se preparar, que a riqueza é nossa e será o passaporte do futuro da sociedade brasileira. Para que os nossos filhos e netos tenham aquilo que a gente não conseguiu ter”, emendou o petista.

A primeira-dama, Janja da Silva, também discursou no evento e cantou um jingle gospel com o pastor evangélico Kleber Lucas. Lula incluiu referências a Deus em seu pronunciamento. O ato foi o terceiro comício de Lula nesta semana desde o lançamento oficial de sua campanha à reeleição, realizado no domingo (16), em São Bernardo do Campo (SP).

Durante o discurso, Lula também criticou Flávio Bolsonaro ao afirmar que os eleitores precisarão escolher entre o atual presidente e um candidato que “quer vender praias”. A declaração fez referência a uma PEC relatada por Flávio no Senado que prevê a possibilidade de venda de terrenos de marinha, áreas situadas à beira-mar, para empresas e pessoas que já ocupem esses espaços.

Redação com Brasil 247 

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