
Por Paulo Emílio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta sexta-feira (28), em Salvador, a ampliação dos investimentos na indústria nacional de defesa como instrumento para proteger o território, as riquezas estratégicas e a soberania brasileira. Ao abordar as relações internacionais, Lula citou nominalmente os presidentes dos Estados Unidos, Rússia e China, Donald Trump, Vladimir Putin e Xi Jinping, respectivamente, para afirmar que nenhuma potência estrangeira deve pretender interferir nas decisões do país.
“Queremos recuperar nossa indústria de defesa. O Brasil não pode ficar vendo o mundo em conflito, os Estados Unidos falando em guerra todo dia, a China se preparando, a Rússia se preparando. E o Brasil, com 8,5 milhões de km² [extensão territorial], com as maiores riquezas minerais do mundo, a maior floresta tropical do mundo, 12% da água doce do mundo, a segunda reserva de minerais críticos do mundo”, afirmou.
● Defesa das riquezas brasileiras
Ao justificar a necessidade de investimentos, Lula destacou a extensão territorial brasileira e a abundância de recursos naturais considerados estratégicos. Na avaliação do presidente, esse patrimônio exige que o país disponha de capacidade própria para protegê-lo diante de eventuais ameaças externas. “O Brasil não pode ficar à mercê de nenhum país que venha querer tomar a nossa riqueza. Por isso, vamos investir muito”, declarou.
O presidente ressaltou, no entanto, que a ampliação da capacidade de defesa brasileira não deve ser interpretada como preparação para uma guerra. A estratégia defendida por Lula tem como objetivo assegurar condições para preservar a paz e, ao mesmo tempo, proteger o território, as riquezas e a população brasileira.
● Lula cita Trump, Putin e Xi Jinping
Além dos investimentos no setor de defesa, Lula vinculou a proteção da soberania brasileira à condução de uma política externa independente, baseada no diálogo com diferentes países sem submissão às principais potências mundiais.
“Nós vamos cuidar de ter uma política externa ativa e altiva. Para que nem Putin, nem Xi Jinping, nem Trump, nem ninguém ache que pode dar ordem no Brasil. No Brasil, quem dá ordem são os brasileiros”, afirmou.
● Indústria de defesa e soberania
A recuperação da indústria nacional de defesa foi apresentada pelo presidente como parte de uma estratégia destinada a ampliar a autonomia do Brasil. Segundo Lula, as dimensões do território e a quantidade de recursos estratégicos existentes no país tornam necessário desenvolver capacidade própria de proteção.
Entre os ativos citados pelo presidente estão as reservas minerais, a floresta tropical, a disponibilidade de água doce e os minerais críticos. Lula argumentou que essas riquezas aumentam a necessidade de o Brasil dispor de uma estrutura de defesa compatível com sua importância estratégica.
Redação com Brasil 247

















