Por: Paulo Emílio
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (5) que, caso seja eleito, poderá assumir o Estado “sem caixa e com déficit orçamentário”. Segundo ele, os recursos disponíveis nos cofres paulistas caíram de R$ 22 bilhões, no início da atual gestão, para R$ 5 bilhões.
Durante um comício em São José do Rio Preto, no interior paulista, Haddad afirmou que o volume atualmente disponível seria suficiente para cobrir apenas uma semana de despesas do governo estadual e usou os números para criticar a administração do governador Tarcísio de Freitas Republicanos.
“Isso que está acontecendo no Estado de São Paulo não acontece há 30 anos”, afirmou Haddad.
Situação fiscal entra no centro da campanha
O petista afirmou que as contas estaduais estavam equilibradas desde o governo de Mário Covas, há cerca de três décadas, e colocou a situação fiscal entre seus principais argumentos contra a atual administração.
Ao falar sobre sua própria experiência administrativa, Haddad disse ter assumido outras funções públicas em situações difíceis. O candidato citou sua passagem pela Prefeitura de São Paulo e afirmou que recebeu o município com uma dívida de R$ 74 bilhões e encerrou a gestão com R$ 27 bilhões.
“Sempre o destino me reservou uma tarefa dura. Eu nunca peguei moleza na vida pública”, declarou.
Educação, saúde e segurança também entram na ofensiva
Haddad ampliou as críticas ao governo Tarcísio para as áreas de educação, saúde e segurança pública.
O comício em São José do Rio Preto contou ainda com a participação do candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e das candidatas ao Senado pela chapa governista Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Haddad associa caso Banco Master ao governo Bolsonaro
Em outra frente do discurso, Haddad atacou o Banco Master e seu controlador, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmando que eles “corromperam muita gente”. O petista também classificou a instituição como produto da atuação de uma “máfia” no Brasil.
Haddad relacionou a trajetória do banco ao período do governo Jair Bolsonaro (PL). “O Banco Master nasce, cresce e se desenvolve durante a gestão do presidente do Banco Central nomeado pelo Bolsonaro”, afirmou.
“Três ministros, o presidente do Banco Central, o candidato a governador de São Paulo e o candidato à Presidência da República, todo mundo pôs a mão no dinheiro do Master e nós não chamamos isso pelo nome que tem? Isso é uma máfia”, disse.
Redação com Brasil 247

















