Anadia/AL

5 de setembro de 2026

Anadia/AL, 5 de setembro de 2026

Histórico: Brasil ganha 4 ouros na Olimpíada Ibero-americana de Biologia

''O evento reuniu 57 estudantes de 16 países na sede do Instituto Butantan, em São Paulo''

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 5 de setembro de 2026

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Imagem: Bruna Caetano Custodio/Comunicação Butantan

O que aconteceu

O resultado histórico foi divulgado ontem na cerimônia de encerramento da competição. O evento reuniu 57 estudantes de 16 países na sede do Instituto Butantan, em São Paulo.

Todos os quatro representantes da delegação brasileira conquistaram medalhas de ouro. Os vencedores são Caio Heronville Machado (Colégio Santo Antônio – MG), Caio Nascimento Gonçalves Marques (Colégio Etapa – SP), Luca Oliveira Santos do Carmo (Farias Brito – CE) e Theo Daltro Santos Camilo (Colégio Etapa – SP).

Os estudantes celebraram o feito inédito e a oportunidade de intercâmbio científico. “Estudamos muito e nos esforçamos em todas as provas”, disse Theo. Luca acrescentou: “Ganhar o ouro é muito importante, mas o mais valioso foi tudo o que vivemos durante essa semana”.

O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, expressou orgulho por sediar o evento internacional. Ele destacou a felicidade em acolher estudantes e professores da América Latina, Caribe e Península Ibérica.Preparação e os desafios da prova

Os competidores brasileiros, com idades entre 16 e 18 anos, foram selecionados após se destacarem na Olimpíada Brasileira de Biologia. Antes do torneio internacional, eles realizaram uma semana de capacitação prática intensiva no próprio Instituto Butantan.

O treinamento prático e o acesso ao arsenal científico do Butantan foram decisivos para os ouros. “A capacitação trouxe matérias como bioinformática e bioquímica, dando acesso a conhecimentos teóricos que eu não tinha”, afirmou Caio Heronville. Caio Nascimento completou que a prática voltada para a prova garantiu o desenvolvimento do grupo.

A prova exigiu raciocínio científico profundo para superar a memorização de dados. A coordenadora da OBB, Sonia Andrade Chudzinski, explicou que o desafio foi evitar a mecanização da ciência. “Nosso ambiente é um grande laboratório. Observar árvores, animais e a flora estimula o raciocínio e torna as pessoas mais livres”, afirmou.

A competição contou com duas provas teóricas, três práticas e atividades de integração. Entre as dinâmicas de socialização ao ar livre, os alunos participaram de um rali de estudos da natureza.

Destaque internacional e classificação

A estudante costa-riquenha Kristen López obteve o primeiro lugar geral do torneio. Única representante de seu país, ela celebrou o resultado que impulsionará sua carreira. “Foi uma experiência bonita que vou levar no coração para sempre, ajudando na minha trajetória acadêmica e profissional na biologia”, relatou.

A lista de premiados com medalha de ouro contou com sete estudantes de quatro nações diferentes. Além de Kristen López (Costa Rica) e dos quatro brasileiros, conquistaram a distinção máxima Ángel Alemany Rojas, da Espanha, e Favio Isaías Flores Vílchez, do Peru.

Redação com Uol 

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