Anadia/AL

4 de setembro de 2026

Anadia/AL, 4 de setembro de 2026

Delator do caso Master segue atuando no principal conselho do Palmeiras

''Um acordo de delação pressupõe que o colaborador admita sua participação em crimes''

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 4 de setembro de 2026

VV1

Foto: Reprodução/ GE. Globo

Por: Alicia Klein

Como esta coluna já revelou, João Carlos Mansur não deixou os corredores de poder do Palmeiras. O ex-dono da Reag, investigado tanto por sua relação com Daniel Vorcaro quanto por suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro do PCC, foi o membro mais votado da história do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do clube e continua bastante influente.

A ponto de, mesmo diante da delação premiada assinada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o COF decidir não afastá-lo das reuniões que deliberam sobre as contas do Alviverde. A coluna apurou que ele esteve presente em pelo menos um dos dois últimos encontros.

Um acordo de delação pressupõe que o colaborador admita sua participação em crimes. Ainda assim, Mansur continua integrando o principal órgão de fiscalização do clube e participando de decisões sobre o futuro financeiro do Palmeiras, em meio a investigações sobre fraudes bilionárias em um dos maiores escândalos recentes do país.

Perguntado pela reportagem sobre a contínua presença de Mansur, o presidente do COF Carlos Ricardo Degon respondeu: “Assuntos internos referentes ao órgão COF da Sociedade Esportiva Palmeiras são tratados e discutidos internamente”.

A coluna enviou outras perguntas a Degon, que ainda não respondeu. Entre elas estão: O conselho não considera problemática a permanência de um membro que assinou um acordo de delação no caso? Sócios e torcedores não têm o direito de saber quem participa das decisões sobre as contas do clube? Por que a lista de presentes às reuniões é mantida em sigilo?

João Carlos Mansur também foi procurado, mas não respondeu. O texto será atualizado caso haja manifestação.

Redação com Uol/ Esporte

Galeria de Imagens