Por: Alicia Klein
Como esta coluna já revelou, João Carlos Mansur não deixou os corredores de poder do Palmeiras. O ex-dono da Reag, investigado tanto por sua relação com Daniel Vorcaro quanto por suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro do PCC, foi o membro mais votado da história do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do clube e continua bastante influente.
A ponto de, mesmo diante da delação premiada assinada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o COF decidir não afastá-lo das reuniões que deliberam sobre as contas do Alviverde. A coluna apurou que ele esteve presente em pelo menos um dos dois últimos encontros.
Um acordo de delação pressupõe que o colaborador admita sua participação em crimes. Ainda assim, Mansur continua integrando o principal órgão de fiscalização do clube e participando de decisões sobre o futuro financeiro do Palmeiras, em meio a investigações sobre fraudes bilionárias em um dos maiores escândalos recentes do país.
Perguntado pela reportagem sobre a contínua presença de Mansur, o presidente do COF Carlos Ricardo Degon respondeu: “Assuntos internos referentes ao órgão COF da Sociedade Esportiva Palmeiras são tratados e discutidos internamente”.
A coluna enviou outras perguntas a Degon, que ainda não respondeu. Entre elas estão: O conselho não considera problemática a permanência de um membro que assinou um acordo de delação no caso? Sócios e torcedores não têm o direito de saber quem participa das decisões sobre as contas do clube? Por que a lista de presentes às reuniões é mantida em sigilo?
João Carlos Mansur também foi procurado, mas não respondeu. O texto será atualizado caso haja manifestação.
Redação com Uol/ Esporte
















