O Senado vota nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A proposta encerra a etapa de debates no plenário e pode avançar ainda nesta quarta para a análise dos senadores, segundo apuração da analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Bastidores CNN.
“Não adianta votar só uma vez e depois não ter apoio suficiente para quebrar o intervalo e acelerar como veio a determinação do Palácio do Planalto”, explicou Isabel Mega.
Articulação política e próximos passos
Segundo a analista, o governo vinha buscando as assinaturas desde a semana passada, quando o Congresso retomou as atividades. Na terça-feira (13), informações já indicavam que o número necessário havia sido alcançado, e o anúncio oficial foi feito nesta quarta-feira (14).
Para a aprovação da PEC em si, são necessários ao menos 49 votos, por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição. O governo avalia que já tem votos suficientes para aprovar a matéria nos dois turnos.
Caso a votação seja concluída ainda nesta quarta (14), o governo pretende aproveitar o embalo para votar também a PEC da Segurança Pública e trabalhar com a ideia de promulgação o quanto antes — podendo ocorrer ainda nesta semana ou na semana seguinte.
A perspectiva é de realizar um ato simbólico próximo ao segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 25 de outubro. Paralelamente, o governo monitora estratégias da oposição para tentar obstruir a votação, e senadores governistas se reuniram no final da manhã para elaborar contramedidas.
Flávio Bolsonaro e o empresariado
A votação da PEC ocorre em meio à disputa do segundo turno das eleições presidenciais, com o tema no centro das campanhas. Segundo a analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, Flávio Bolsonaro (PL) participou de um jantar com empresários na véspera da votação, após ter admitido um voto favorável ao fim da escala 6×1.
No encontro, o empresariado demonstrou insatisfação com o posicionamento de Flávio, que, segundo relatos apurados, tentou desviar o assunto para temas como corte de gastos, investimentos e queda de juros.
Questionado diretamente, Flávio Bolsonaro disse que estava sendo cobrado pelo eleitorado, mas que, caso eleito, voltaria a ouvir os empresários e poderia revisitar a pauta. A resposta, porém, não foi bem recebida.
“Isso causaria uma insegurança jurídica”, foi a preocupação levantada pelos presentes, segundo a apuração. A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro ainda não havia respondido sobre como seria possível revisitar a proposta após sua aprovação e eventual entrada em vigor.
*CNN Brasil

















