
Por Jerlane Calheiros
O policial militar Fabiano Pituba Pereira, um dos envolvidos na ação policial que chegou a conduzir um porteiro e apreender uma panela no bairro da Ponta Verde, é também um dos policiais absolvidos pelo júri no caso emblemático de desaparecimento do servente de pedreiro Jonas Seixas. Fabiano Pituba havia sido acusado, junto a outros quatro policiais, pelo sequestro, assassinato e ocultação do corpo de Jonas, que desapareceu após ter sido levado por uma viatura da PM, na tarde de 9 de outubro de 2020, na rua de sua casa. Os militares da viatura afirmaram à mãe de Jonas, quando o colocavam dentro da viatura, que o levariam até a Central de Flagrantes. A esposa de Jonas prosseguiu até a delegacia em questão, mas ele nunca chegou ao destino informado pelos policiais.
Durante o processo judicial, os policiais alegaram que deixaram Jonas em um lugar no bairro de Jacarecica. Pituba e os demais policiais foram todos inocentados das acusações, uma vez que o Conselho de Sentença entendeu que não havia elementos suficientes para condenar os policiais que levaram Jonas na viatura.
Claudineide, mãe de Jonas Seixas, em um dos atos em que familiares, amigos e movimentos sociais perguntaram: Onde está Jonas?Pituba não só foi inocentado como, em outubro de 2026, foi condecorado com a “MEDALHA DO MÉRITO DA REPÚBLICA MARECHAL DEODORO DA FONSECA”. A honraria foi concedida, segundo o Governo do Estado, “por suas exemplares atitudes e procedimentos na vida pública e pessoal, e pela sua insigne contribuição no processo de consolidação da democracia social no País”. A outorga foi formalizada no Diário Oficial do Estado do dia 2 de outubro de 2026.
De acordo com os relatos de diversas testemunhas, os militares foram acionados por um apoiador de Bolsonaro que passava pelo local e ficou incomodado com o ato dos moradores dentro de seus próprios prédios. Os condôminos ficaram revoltados com a ação policial, divulgando uma série de filmagens e denúncias nas redes sociais durante toda a madrugada deste sábado, 17. Os moradores também buscaram um advogado para o funcionário. Após ter sido lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por “perturbação de sossego”, o porteiro foi liberado.
Fonte: Publica News















