“Assim como cada grão de pipoca possui grande potencial, cada servidor publico tem um papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa.”
O Estadão procurou a prefeitura do município, e aguarda retorno.
A imagem da lembrança foi divulgada e criticada pelo Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis).
“Enquanto a Secretaria de Assistência Social enfrenta falta de investimentos, equipes incompletas e condições precárias de trabalho para garantir os direitos sociais da população de Florianópolis, a secretária Zena Becker presenteia os trabalhadores com grãos de milho no Dia do Servidor Público”, escreveu a entidade.
Na publicação, usuários também ironizaram a quantidade de pipoca distribuída. “Se todo mundo juntar seu saquinho, dá para fazer uma bacia de pipoca”, comentou um deles.
Controle de imigração e ‘ICE’ brasileira
Esta não é a primeira polêmica envolvendo a prefeitura do município. No dia 2 de novembro do ano passado, o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), anunciou o lançamento de um posto de atendimento da Assistência Social na rodoviária da cidade para controlar a chegada de pessoas à capital catarinense.
Ainda de acordo com Neto, caso uma pessoa desembarque no município sem emprego e sem um local para morar, a prefeitura oferece uma passagem de volta ao seu local de origem.
A medida foi alvo de questionamentos da Defensoria Pública de Santa Catarina, que instaurou um procedimento para apurar a situação. Já o Ministério Público do Estado encaminhou o caso à Promotoria de Justiça com atuação na área da cidadania, “para ciência e adoção das providências cabíveis”.
Na época, Topázio Neto afirmou que mais de 500 pessoas já haviam sido devolvidas a seus locais de origem e que o controle na rodoviária seria reforçado durante o verão.
“Não podemos impedir ninguém de tentar uma vida melhor em Florianópolis, mas precisamos manter a ordem e as regras. Quem aqui desembarca deve respeitar as nossas regras e a nossa cultura. Simples assim”, disse.
Após a repercussão do vídeo, o prefeito publicou uma nova gravação para reforçar as medidas. Sem citar nomes, criticou cidades que, segundo ele, enviam pessoas em situação de rua para Florianópolis. “O que a gente não quer é ser depósito de pessoas em situação de rua. Se alguma cidade mandar para cá, nós vamos impedir, sim”, afirmou.
A medida também motivou a atuação da DPU (Defensoria Pública da União), que recomendou à prefeitura que não realize a triagem de passageiros no Terminal Rodoviário Rita Maria.
Para evitar processos criminais por constrangimento ilegal, o município reformulou os termos jurídicos do programa, que passou a ser apresentado como uma iniciativa de acolhimento estritamente voluntário.
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