Anadia/AL

2 de novembro de 2026

Anadia/AL, 2 de novembro de 2026

Análise: como Weverton virou uma arma ofensiva do Grêmio na Copa do Brasil

Goleiro participou diretamente do primeiro gol e evidenciou a estratégia trabalhada por Renato Gaúcho

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 2 de novembro de 2026

E.3

Weverton, goleiro do Grêmio • Lucas Uebel / Grêmio

Por Pedro Bernardo

A vitória do Grêmio por 2 a 0 sobre o Atlético-MG, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, deixou evidente uma característica importante da equipe de Renato Portaluppi: a participação de Weverton na construção das jogadas ofensivas. Mais do que garantir segurança debaixo das traves, o goleiro também funcionou como uma alternativa para acelerar o ataque e surpreender a defesa adversária.

O primeiro gol da partida, marcado por Carlos Vinícius, foi um exemplo claro dessa estratégia. Aos 11 minutos do primeiro tempo, Weverton fez uma reposição longa e encontrou o centroavante no campo de ataque. Com o domínio, o camisa 9 ganhou espaço e finalizou rasteiro para abrir o placar na Arena do Grêmio.

O lance não foi fruto do acaso. A velocidade na reposição e a capacidade de encontrar jogadores em profundidade fazem parte das características do goleiro, mas também são recursos explorados pela comissão técnica. Ao utilizar a reposição como uma opção de ataque, o Grêmio consegue diminuir o caminho até a área adversária e criar situações de perigo sem precisar passar por muitas trocas de passes.

Após a partida, Weverton explicou que a jogada é incentivada pelo treinador e faz parte do planejamento da equipe.

— Esse tipo de lance é uma característica minha. Eu tive sempre muita força para bater na bola. Então a gente tenta aproveitar isso. O Renato chegou e insiste cada vez mais para dar essa opção, para essa saída rápida, para tentar surpreender o adversário. E hoje foi uma assistência bonita. Foi um momento importante que abriu o placar do jogo e nos deu mais tranquilidade durante a partida — afirmou o goleiro.

A declaração ajuda a entender que a reposição longa não é apenas uma alternativa eventual. Renato Portaluppi confirmou que o time trabalha diferentes movimentos a partir dos tiros de meta de Weverton, com o objetivo de encontrar os atacantes em condições favoráveis.

— Muita gente vai achar que nós achamos o gol do Carlos Vinícius, mas é treinado. Nós temos duas ou três jogadas com a bola parada, quando está com Weverton — explicou o treinador.

A estratégia também apresenta uma vantagem importante: a possibilidade de transformar uma ação defensiva em uma oportunidade ofensiva em poucos segundos. No lance do gol, a reposição de Weverton eliminou etapas da construção e colocou Carlos Vinícius em uma situação favorável para finalizar. A conexão entre os dois, portanto, representa uma das alternativas que o Grêmio pode explorar para superar adversários que pressionam ou deixam espaços na defesa.

Mas a contribuição do goleiro não se limitou à assistência. Se, com os pés, Weverton ajudou a construir a vantagem, com as mãos foi fundamental para impedir que o Atlético-MG voltasse ao jogo. O camisa 1 defendeu finalizações de Cuello e Maycon na primeira etapa e voltou a aparecer após o intervalo, quando espalmou uma tentativa de Renan Lodi.

Esse equilíbrio entre participação ofensiva e segurança defensiva amplia a importância do goleiro no funcionamento da equipe. Weverton não apenas evita que o adversário marque, mas também oferece ao Grêmio uma possibilidade de criação que começa dentro da própria área.

A estratégia, no entanto, não passou despercebida pelo adversário. Depois da partida, Renan Lodi criticou a forma de jogar do Tricolor e destacou justamente a conexão entre o goleiro e Carlos Vinícius.

— Desculpa falar, mas o jogo deles só é Weverton e Carlos Vinícius, Carlos Vinícius e Weverton.

# Lance!

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