Anadia/AL

4 de novembro de 2026

Anadia/AL, 4 de novembro de 2026

Satélite da Nasa deve cair nesta quarta após resgate fracassado; rota passa pela América do Sul

A maior parte do equipamento, que pesa cerca de 1,5 tonelada, vai se desintegrar ao se aproximar da superfície.

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 4 de novembro de 2026

M.0

Ilustração mostra o telescópio espacial Neil Gehrels Swift, da Nasa, em órbita da Terra - NASA / Goddard Space Flight Center Conceptual Image Lab

Um telescópio espacial da Nasa, a agência espacial norte-americana, deve reentrar na atmosfera da Terra nesta quarta-feira (4). A maior parte do equipamento, que pesa cerca de 1,5 tonelada, vai se desintegrar ao se aproximar da superfície. Segundo a agência, alguns fragmentos podem resistir, mas é improvável que alguém seja atingido.

O Observatório Neil Gehrels Swift foi lançado em 2004 e passou mais de duas décadas estudando as explosões mais poderosas do cosmos. Agora, sem conseguir operar e depois do fracasso de uma missão de resgate, ele fará uma reentrada descontrolada.

A previsão mais recente foi divulgada na noite de terça-feira (3) pela Aerospace Corporation, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos. Ela aponta a reentrada para as 7h19 desta quarta, no horário de Brasília, com margem de erro de duas horas para mais ou para menos. Até a publicação, a Nasa não havia confirmado a reentrada do Swift.

A trajetória do observatório cruza grandes áreas da África, da Ásia, da Austrália e das Américas Central e do Sul. A Europa e os Estados Unidos estão fora da zona de risco.

Pelas contas da Nasa, a probabilidade de alguém ser ferido por uma das peças é de aproximadamente 1 em 2.100.

Avaliado em US$ 500 milhões, o Swift usava um conjunto de três telescópios para observar explosões de raios gama, um tipo de luz invisível e muito mais energética que os raios X, além de outros fenômenos cósmicos.

A queda encerra uma missão planejada para durar dois anos que se estendeu por mais de vinte. Nesse período, o Swift detectou e acompanhou mais de 2.000 dessas explosões, os eventos mais energéticos já observados no universo desde o Big Bang.

● Um resgate que perdeu o controle

O Swift não tem sistema de propulsão próprio e, por isso, não consegue corrigir a própria altitude. Há meses o observatório vinha perdendo altura, rumo a um fim previsível.

Para tentar salvá-lo, a Nasa se uniu à Katalyst, uma startup do Arizona, e lançou em julho uma nave construída para a tarefa, chamada LINK. O plano era alcançar o Swift no espaço, acoplar-se a ele e rebocá-lo de volta para uma órbita mais alta e estável.

A LINK, porém, começou a girar descontroladamente logo depois de chegar ao espaço. Em meados de agosto, os responsáveis pela missão desistiram da operação, e o Swift seguiu sua trajetória de volta à Terra.

# Redação com TNH1

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