Moradores de Maceió e região participam da 32° edição dos Grito dos Excluídos e Excluídas, que acontece nesta segunda-feira (7) e deu inicio na Praça dos Sinimbu, em Maceió. O evento tem o objetivo de ser um contraponto popular aos desfiles cívico-militares oficiais do Dia da Independência.
A mobilização é de âmbito nacional, acontecendo em diversas cidades do Brasil com o objetivo de refletir sobre a soberania nacional e as condições de vida, trabalho e dignidade da classe trabalhadora no país.
Em Maceió, o Grito possui o tema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania”, que denuncia os altos índices de feminicídios e discutem sobre racismo, machismo e LGBTfobia. Além disso, reivindicam moradia digna, reforma agrária e a defesa dos direitos à terra
Flexais, Bom Parto e Rua Marques de Abrantes estão isolados, ilhados, sem voz para gritar à sociedade alagoana. A Justiça, infelizmente, está de braços cruzados e sentados em cima do processo de realocação daquelas comunidades”, destaca Carlos Lima, coordenador nacional da Comissão Pastoral da Terra.

O evento também abre espaço para discussões sobre o fim da escala 6×1, a taxação dos super-ricos, a defesa inegociável do SUS e da educação pública, gratuita e de qualidade.
“O povo excluído daquilo que é essencial para vida do povo alagoano. O Grito traz novamente à tona o debate da independência, que ainda permite trabalhadores sem teto, que moram nas ruas, sem reforma agrária e sem emprego”, destaca a participante.
A concentração do desfile iniciou às 8h30 na Praça Sinimbu, no Centro da Capital, está seguindo para a orla da cidade.


















