A academia Blue fit divulgou, nesta sexta-feira (23), uma nota sobre o caso da gata que foi colocada dentro de um saco, recebeu chutes e foi arremessada diversas vezes por ex-funcionários. O crime aconteceu em agosto de 2026, no bairro da Ponta Verde, em Maceió. O ato foi gravado por câmeras de monitoramento.
Segundo a nota, a decisão de cometer as agressões partiu exclusivamente dos ex-colaboradores, sem qualquer ordem de orientação ou aval da direção. Conforme o texto, a empresa apenas teve conhecimento dos fatos após o ocorrido, os afastando dos cargos e, posteriormente, sendo desligados.
A academia também contou que compareceu espontaneamente à Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção Animal, onde prestou esclarecimentos e forneceu os documentos e as informações solicitadas.
Ainda de acordo com a nota, o animal era acolhido pela equipe e clientes do estabelecimento, que conviviam diariamente com a felina.
“O que aconteceu é inaceitável e não representa os valores da empresa nem das pessoas que trabalham e treinam aqui. Compreendemos e respeitamos a indignação da sociedade”, contam.
A empresa também destacou que não é investigada no caso, que ficou sob sigilo desde agosto. Ela afirmou que respeitou o sigilo para não prejudicar o trabalho dos policiais.
“A academia foi ouvida unicamente como colaboradora da investigação. Não há qualquer apuração contra a empresa”, enfatizam.
O estabelecimento apoia manifestações pacíficas de populares e reepudia a crueldade feita contra o animal.
Repercussão nas redes sociais
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e usuários pediram justiça à gata. ex-frequentadores lembram de momentos com o animal.
“Eu brincava com ela quando eu treinava lá. Ela era um doce, dormia na porta da academia e, às vezes, nas cadeiras da recepção. Estou horrorizada,” disse mulher em uma publicação no Instagram.
Outras pessoas repudiaram os maus-tratos e pedem que a justiça seja feita.
“Quanta crueldade, meu Deus. Justiça é tudo que se espera nesse e em todos os casos de maus-tratos contra os animais”, destacou outra usuária no Instagram.
Veja nota completa da academia na íntegra:
“Diante da repercussão do caso de maus-tratos a uma gata envolvendo dois ex-colaboradores desta academia, e das manifestações nas redes sociais que vêm atribuindo responsabilidade à empresa, a Blue Fit Maceió esclarece:
1. A academia não participou, não autorizou e não teve conhecimento prévio do ocorrido. O ato foi praticado por decisão exclusiva dos dois envolvidos, sem qualquer ordem, orientação ou aval da direção. A academia só tomou conhecimento após o fato.
2. A gata era acolhida pela academia. O animal vivia há bastante tempo nas dependências e imediações da academia, com o conhecimento e sem nenhuma objeção da direção, da equipe e dos clientes, que conviviam com ela diariamente. Em nenhum momento a academia desejou qualquer mal ao animal.
3. As providências foram imediatas. Assim que soube do ocorrido, a direção afastou os dois envolvidos, que foram posteriormente desligados e não integram mais o quadro da empresa. A academia compareceu espontaneamente à Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção Animal, prestou esclarecimentos e forneceu toda a documentação e informações solicitadas pela autoridade policial.
4. A academia não é investigada nem acusada. A Polícia Civil concluiu o inquérito, indiciou os dois ex-colaboradores e encaminhou o caso ao Ministério Público. A academia foi ouvida unicamente como colaboradora da investigação. Não há qualquer apuração contra a empresa.
5. Não nos manifestamos antes porque não podíamos. O caso esteve sob investigação sigilosa desde agosto, e a academia respeitou esse sigilo para não prejudicar o trabalho da polícia.
A Blue Fit Maceió repudia com veemência qualquer forma de crueldade contra animais. O que aconteceu é inaceitável e não representa os valores da empresa nem das pessoas que trabalham e treinam aqui.
Compreendemos e respeitamos a indignação da sociedade. Manifestações pacíficas em memória do animal contam com o nosso apoio. Ao mesmo tempo, pedimos que a revolta não se volte contra funcionários, clientes e profissionais que nada têm a ver com o ocorrido. Os responsáveis já foram identificados, indiciados e respondem pelo caminho correto, que é a Justiça.
Não cabe a ninguém fazer justiça com as próprias mãos. Confiamos no Ministério Público e no Poder Judiciário para que a lei seja aplicada com rigor. Seguimos à disposição das autoridades, da imprensa e da comunidade. Maceió, 23 de outubro de 2026”.


















