A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que o estado do Amapá pode ter produção de petróleo em águas profundas nos próximos sete anos. A estatal divulgou ontem ter descoberto indícios de petróleo na região da Foz do Amazonas.
O que ela disse
Produção pode iniciar dentro de sete anos. Segundo Magda, a definição de um projeto de desenvolvimento para a bacia ocorrerá após a identificação do porte das reservas. “Imagino que o Amapá possa ter petróleo sendo produzido em águas ultraprofundas de hoje a uns seis, sete anos”, afirmou em entrevista à GloboNews.
Descoberta é “absolutamente relevante” para o país. A executiva disse que haveria risco de o Brasil ter que voltar a importar petróleo nos próximos anos, caso as reservas do país não fossem repostas.
”Essa descoberta no Amapá representa tudo isso. Representa a manutenção do Brasil como um polo geopoliticamente importante no mundo do petróleo na próxima década como um todo. ”
Magda Chambriard, presidente da Petrobras
Entenda
A Petrobras anunciou ontem a identificação de hidrocarbonetos na Foz do Amazonas. A identificação ocorreu no poço exploratório Morpho, em águas profundas do Amapá, e indica a presença de petróleo ou gás natural na região.
O poço fica a cerca de 175 km da costa do Amapá, no bloco exploratório FZA-M-59. A área tem 2.886 metros de profundidade e integra a margem equatorial brasileira.
A estatal identificou os hidrocarbonetos por perfis elétricos e indícios em rocha. As operações de perfuração continuam para a avaliação exploratória da área.
A Petrobras detém 100% de participação no bloco e opera a área. A empresa adquiriu o FZA-M-59 na 11ª Rodada de Licitações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), em 2013, sob o regime de concessão.
Redação com Uol
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