Anadia/AL

3 de abril de 2025

Anadia/AL, 3 de abril de 2025

Câmara de Rio Largo pede suspensão de liminar e diz que prefeito e vice não relataram coação antes de renunciar

Pedido ao Tribunal de Justiça afirma que os gestores estiveram com o presidente da Casa no dia das renúncias e confirmaram decisão de deixar os cargos. Às 15h04min.

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 2 de abril de 2025

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Câmara de Rio Largo recorre de decisão judicial que reconduziu prefeito e vice aos cargos. Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Rio Largo recorreu ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) para tentar derrubar a liminar que reconduziu Pedro Carlos da Silva Neto e Peterson Henrique da Silva Santos aos cargos de prefeito e vice-prefeito do município. No pedido, protocolado nesta terça-feira (2), o Legislativo alega que a decisão judicial fere a autonomia da Câmara e contraria o que teria sido atestado pelos próprios gestores no momento das renúncias.

De acordo com o documento, tanto Pedro Carlos quanto Peterson estiveram na casa do presidente da Câmara no último domingo (31), dia em que as cartas de renúncia foram entregues. Na ocasião, segundo a Procuradoria da Casa, os dois confirmaram a decisão de deixar os cargos, sem relatar qualquer tipo de ameaça, coação ou arrependimento.

“Estranha-se esta mudança de postura. Em nenhum momento anterior à leitura das cartas em plenário foi apontada qualquer irregularidade ou situação de pressão. Nem mesmo após a divulgação pública dos atos houve questionamento sobre a autenticidade ou voluntariedade das renúncias”, diz o pedido.

A Câmara também contesta a acusação de que os documentos seriam falsos. Segundo a defesa da Casa, as assinaturas presentes nas cartas são compatíveis com outras já feitas por Pedro e Peterson. O Legislativo afirma ainda que, se houver dúvida, uma perícia poderá esclarecer o caso — mas destaca que esse tipo de análise não cabe no processo atual, que tem tramitação mais rápida e exige provas já documentadas.

“A manutenção da decisão permite que dois gestores exerçam os cargos como se nada tivesse ocorrido, sem a apuração adequada dos fatos. Isso compromete a ordem institucional”, diz o procurador-geral da Câmara, Antonio Luiz Milhazes Neto.

Redação com Gazeta Web

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