A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, expressou preocupação com o anúncio iminente de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos, mas ressaltou a confiança do governo brasileiro na diplomacia para lidar com a situação.
As declarações foram dadas durante evento que celebrou os 60 anos do Banco Central, em Brasília, conforme reportado pela agência Reuters.
Tebet enfatizou que as medidas tarifárias não são direcionadas exclusivamente ao Brasil e que podem ter implicações na inflação global. “O governo federal entende que as medidas não são direcionadas apenas ao Brasil, podendo afetar a inflação global”, afirmou a ministra.
Cenário de incertezas em meio à guerra tarifária de Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que divulgará uma série de tarifas sobre parceiros comerciais, incluindo o Brasil, no que ele próprio denominou “Dia da Libertação”. Essas tarifas podem impactar o comércio mundial, os lucros corporativos e o crescimento econômico global, deixando os mercados em estado de alerta.
O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, também se manifestou, indicando que o país permanece aberto a negociações tarifárias com os Estados Unidos. Ele destacou a importância da cooperação bilateral e expressou surpresa com possíveis represálias injustificadas, dada a postura constante do Brasil em negociações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou que as tarifas adicionais impostas pelos EUA podem prejudicar a economia americana ao elevar os preços e provocar inflação. Lula prometeu apresentar uma queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC) em resposta às tarifas sobre as exportações de aço brasileiro.
Redação com Brasil 247