
Várias manchas de óleo foram encontradas na manhã desta terça-feira (8), entre as praias de Riacho Doce e Guaxuma, no litoral norte de Maceió.
O material foi identificado por um funcionário do Instituto Biota que estava de folga e caminhava pela região quando se deparou com a substância espalhada pela faixa de areia.
Nas imagens, é possível observar a substância escura, de coloração preta e semelhante a petróleo, espalhada por diferentes pontos da faixa de areia. Em uma das fotos, o material pode ser visto na sola do pé de uma pessoa. Veja abaixo:
De acordo com o Instituto Biota, a origem do material ainda é desconhecida e ainda não se sabe os riscos envolvidos. Amostras foram coletadas e serão encaminhadas aos órgãos ambientais responsáveis pela investigação, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Marinha do Brasil.
“Essas amostras serão direcionadas para essas instituições, para identificar se foi da mesma origem do derramamento de 2019 ou se de alguma bacia de estados vizinhos” , esclareceu Bruno Stefani, biólogo e diretor executivo do Instituto Biota.
O Instituto Biota informou ainda que acionou a Prefeitura de Maceió para que seja realizada a limpeza das áreas afetadas. “Porque esse material fica exposto, ele não vai sumir, ele vai só se misturando à matéria, o sedimento e até as algas. E isso pode ser ingerido por animais” alertou.
O biólogo orienta que quando a população visualizar esse tipo de material, não interaja e não tente coletar sem devido material de proteção individual. O procedimento é acionar o Biota ou as instituições responsáveis.
Manchas de óleo
Esta não é a primeira vez que manchas de óleo são registradas no litoral alagoano. Em setembro de 2019, o estado foi atingido pelo maior desastre ambiental envolvendo petróleo já registrado no litoral brasileiro, que afetou diversos estados do Nordeste.
Em Alagoas, o material foi encontrado em praias do Litoral Norte ao Litoral Sul, com diferentes níveis de concentração.
Em Piaçabuçu, por exemplo, biólogos registraram o mar oleado e a presença de diversas manchas. Já em Paripueira, no Litoral Norte, foram identificados vestígios mais esparsos da substância.
Redação com Cada Minuto


















