Por Alberto Costa
Neste domingo (16) às 08:30, foi celebrada a Santa Missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, em Anadia, presidida pelo padre Geraldo Barbosa. A celebração destacou a fé na Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria e convidou os fiéis a refletirem sobre a esperança, a vida consagrada e o compromisso cristão com a comunidade.
A liturgia também recordou a vocação à vida consagrada de homens e mulheres que, a exemplo de Maria, dedicam suas vidas ao serviço de Deus e da Igreja.
Origens da celebração
A Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria é celebrada pela Igreja em 15 de agosto. A tradição cristã compreende a data como a celebração da passagem de Maria para a glória celestial, também conhecida, na tradição bizantina, como “Dormição”.
A celebração possui raízes antigas. Em Roma, a festa já era celebrada desde o século VII. Em 1º de novembro de 1950, o papa Pio XII proclamou oficialmente o Dogma da Assunção de Maria, reconhecendo, segundo a doutrina católica, que a Virgem Maria foi elevada ao céu em corpo e alma.
Assunção como sinal de fé e esperança
A Assunção de Maria é apresentada pela Igreja como um sinal de esperança para os cristãos. A celebração recorda a fé na ressurreição e na vida eterna e aponta para a promessa de comunhão definitiva com Deus.
Durante a reflexão, a figura de Maria foi apresentada como exemplo de fé, confiança e dedicação. Para a tradição católica, sua Assunção representa também a esperança de que aqueles que permanecem unidos a Cristo pela fé e pelo amor participem um dia da vida eterna.
A importância da vida e da dignidade humana
A solenidade também convida os fiéis a refletirem sobre a importância do corpo e da vida humana. A Assunção, segundo a fé católica, recorda que a existência humana possui uma dimensão espiritual, mas também valoriza a própria corporeidade.
Essa esperança, porém, não significa afastamento das responsabilidades do cotidiano. Pelo contrário, a fé deve incentivar o compromisso com a realidade presente, com atenção aos irmãos e irmãs, especialmente aos mais pobres, frágeis e necessitados.
O Dogma da Assunção
O Dogma da Assunção de Maria foi proclamado pelo papa Pio XII em 1º de novembro de 1950, por meio da constituição apostólica Munificentissimus Deus.
A definição doutrinal estabelece, segundo a fé católica, que Maria, ao término de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celestial. A proclamação tornou oficial uma crença que já fazia parte da tradição e da espiritualidade da Igreja Católica.
Maria como sinal de consolação e esperança
Para os católicos, Maria permanece como sinal de consolação e esperança. Sua trajetória de fé, marcada pela dedicação a Jesus e pela confiança em Deus, é apresentada como exemplo para aqueles que enfrentam os desafios da vida.
A celebração na Matriz Nossa Senhora da Piedade reforçou essa mensagem, convidando a comunidade a manter a fé, reconhecer as bênçãos recebidas e seguir o caminho cristão com solidariedade, amor e esperança.
Ao final, a oração dedicada à Virgem Maria pediu sua intercessão e auxílio para que os fiéis possam crescer na fé e permanecer firmes nos ensinamentos da Igreja.
Maria, Assunta ao céu, rogai por nós!

Padre Geraldo Barbosa, expondo o evangelho – Foto: Alberto Costa
ABN | Alagoas Brasil Notícias
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