O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia nomear o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o comando do Ministério da Justiça.
A iniciativa seria uma espécie de prêmio de consolação ao ministro após a rejeição pelo Senado Federal do seu nome a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
A pasta é hoje comandada por Wellington César, que assumiu o cargo em janeiro, e ainda nomeia a sua equipe para a pasta.
A avaliação dentro do governo federal é de que a nomeação de Messias poderia fortalecer a posição do aliado de Lula, demonstrando deferência política.
Além disso, blindaria sua imagem pública e o manteria em evidência para uma eventual nova indicação à Suprema Corte no futuro.
O diagnóstico é também que, no Ministério da Justiça, Messias também atuaria junto ao Supremo Tribunal Federal para arrefecer a resistência ao seu nome no Poder Judiciário.
Nos bastidores, a leitura é de que a transferência para Justiça o colocaria em um patamar mais elevado dentro do governo federal, ajudando a mitigar o desgaste provocado pela derrota.
Há ainda no Palácio do Planalto um sentimento de consternação com o resultado. Messias, na avaliação de assessores petistas, acabou “pagando o preço” por uma derrota política mais ampla da atual gestão.
Nesse contexto, cresce internamente a defesa de um movimento de valorização do advogado-geral da União, como forma de reconhecimento pelo que aliados classificam como um sacrifício imposto a ele durante o processo de indicação.
Após a reprovação, o chefe da AGU chegou a desabafar com interlocutores que avaliava até mesmo pedir demissão por não ver ambiente político para seguir no cargo.
Messias se reuniu com o presidente Lula no Palácio da Alvorada após ser rejeitado pelos senadores.
Em declaração à imprensa ainda no Senado, disse que é notório quem provocou a derrota. A articulação é atribuída ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).
Nas primeiras horas após a derrota, Messias e aliados contabilizavam traições dentro da própria base governista para explicar o resultado surpreendente.
As desconfianças recaem sobre o MDB e nomes próximos a Alcolumbre. Até mesmo a postura do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), passou a ser questionada.
Repercutiu mal a imagem de Jacques Wagner abraçando Alcolumbre após o anúncio do resultado. Momentos antes, o líder do governo questionou qual seria o placar da votação.
Na ocasião, o presidente do Senado respondeu que a derrota ocorreria por uma margem de oito votos.
Fonte: TNH1

















