Por JC Nicácio
Um homem identificado apenas como Jeferson, vulgo ‘Baiano’, de 26 anos, foi executado com vários disparos de arma de fogo na noite da terça-feira, dia 1º, na comunidade Chã da Mangueira, local conhecido como Morro da Gaia, em Jequiá da Praia, no Litoral Sul de Alagoas.
A ocorrência foi registrada após o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) receber uma denúncia anônima sobre possíveis disparos de arma de fogo na região.
Uma guarnição do CISP de Jequiá da Praia (9ª Cia Independente), Força Tática 01 de Coruripe, foi deslocada para realizar buscas na região. O local, segundo a Polícia Militar, possui vegetação densa, terreno acidentado e de difícil acesso.
Vítima estava deitada em uma cama
Durante a varredura, os policiais encontraram uma casa de taipa, onde o indivíduo (Baiano) estava deitado em uma cama e já sem vida. De acordo com a polícia, o homem apresentava vários ferimentos na região da cabeça, com o rosto desfigurado e marcas de sangue nas paredes do lado da cama.
A perícia criminal e a equipe da Delegacia de Homicídios de Proteção a Pessoa (DHPP da 6ª Região), realizaram os primeiros levantamentos e constataram seis perfurações provocadas por disparos de arma de fogo na região da cabeça da vítima.
De acordo com a análise preliminar, os tiros teriam sido efetuados por uma arma compatível com revólver calibre 38 ou 357.
Suspeito era apontado em outro homicídio
Baiano era apontado como o responsável por puxa o gatinho da arma que matou o jovem Mirielson Santana dos Santos, assassinado na noite da segunda-feira, dia 31 de agosto.
Após o primeiro homicídio, informações preliminares indicavam que Baiano estaria sendo procurado por familiares da vítima e teria sido ameaçado de morte.
A polícia, no entanto, ainda não estabeleceu a autoria e a motivação da execução. Uma das linhas levantadas durante as primeiras informações é a possibilidade de que Baiano tenha sido morto por ordem do mesmo homem que ordenou a morte de Mirielson, um indivíduo identificado apenas como Jorge, que também foi citado nas informações iniciais como mandante do primeiro homicídio e chefe de uma organização criminosa na região. Essa informação ainda não foi confirmada oficialmente e deverá ser apurada pela investigação.
Nenhum suspeito foi localizado
Segundo a Polícia Militar, nenhum familiar, pessoa próxima ou testemunha foi encontrado nas imediações no momento da chegada das guarnições, o que dificultou a obtenção de informações sobre a dinâmica do crime.
Após os trabalhos da perícia e da Delegacia de Homicídios, o corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML). Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Redação com Alagoas Web

















