Segundo ele, os problemas entre os dois países são pontuais e não devem impedir uma recomposição da relação bilateral depois do período eleitoral.
“Espero que, depois das eleições, a gente retome o fluxo de comércio, o fluxo de diálogo institucional, de inteligência, de colaboração da Receita [Federal], da Polícia Federal. E, então, olhando para potencialidade, nós temos que continuar abrindo mercado, retomando o fio da meada”, disse durante a 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo.
Além disso, Durigan criticou as sobretaxas impostas pelos EUA a produtos brasileiros. O ministro afirmou que não considera coerente o Brasil ser penalizado comercialmente enquanto mantém déficit na relação com os norte-americanos, ou seja, compra mais dos EUA do que vende ao país.
“O Brasil que é o país mais pobre que os Estados Unidos, com renda per capita menor que os Estados Unidos. Exporta suco de laranja, café, carne, avião, depois de comprar peça, insumo dos Estados Unidos, monta o avião, devolve e vai lá. Nós estamos sendo punidos e a gente dá superavit para eles, nós fazemos déficit. Não faz nenhum sentido, nenhum sentido”, afirmou.
Durigan também defendeu que o Brasil mantenha uma posição independente nas relações internacionais e rejeitou qualquer alinhamento automático com outras potências.
Segundo o ministro, o país deve ampliar suas relações comerciais e evitar depender de um único parceiro. “O Brasil não se dobra à América do Norte, à Europa ou à Ásia”, afirmou.
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