Anadia/AL

1 de junho de 2026

Anadia/AL, 1 de junho de 2026

Folha aponta uso de verba do Fundeb em reforma de parque de vaquejada privado em Alagoas

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 1 de junho de 2026

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma investigação publicada pela Folha de S.Paulo revelou indícios de uso irregular de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para custear obras em um parque de vaquejada privado localizado no município de Campo Grande, no Agreste de Alagoas.

De acordo com a reportagem, o espaço pertence à família do ex-prefeito Arnaldo Higino, apontado como uma das principais lideranças políticas de Campo Grande e Olho d’Água Grande. As suspeitas envolvem desvios que, segundo o levantamento, somariam aproximadamente R$ 6 milhões ao longo dos últimos cinco anos.

Documentos obtidos pela investigação, entre eles notas fiscais e extratos bancários, indicam que as prefeituras de Campo Grande e Olho d’Água Grande teriam dividido despesas relacionadas à compra de materiais de construção utilizados na reforma da arena particular. Em um dos casos citados, os dois municípios realizaram pagamentos por vigas metálicas em uma loja de Arapiraca com intervalo de pouco mais de uma hora entre as transações.

Segundo a Folha, os materiais foram empregados na cobertura da arquibancada do parque de vaquejada, que ficou pronta para sediar uma competição. A reportagem destaca que, no mesmo período, não havia registros de obras em unidades escolares das duas cidades.

O contraste entre a destinação dos recursos e a situação da rede municipal de ensino também foi apontado pela investigação. O parque de vaquejada leva o nome de Evânio Higino, assim como uma escola municipal da região que precisou adiar o início do ano letivo devido à falta de carteiras para os estudantes. Ainda conforme a reportagem, a quadra esportiva da unidade escolar permanece interditada há pelo menos dois anos em razão de problemas estruturais no telhado.

Além das despesas relacionadas à reforma da arena, a investigação identificou notas fiscais do Fundeb vinculadas à compra de agrotóxicos, peças para tratores e serviços de manutenção de veículos de passeio. O levantamento também descreve problemas na infraestrutura das escolas locais, como paredes com rachaduras, turmas multisseriadas por falta de espaço e remuneração de professores abaixo do piso nacional.

A Folha informou que procurou as prefeituras e os gestores citados para comentar as denúncias, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.

Fonte: Cada Minuto

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