Mais de 106 mil famílias alagoanas deixaram de receber o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após registrarem aumento na renda familiar. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e refletem a saída de beneficiários que passaram a ter renda acima dos limites estabelecidos pelo programa.
Somente em maio deste ano, 4,5 mil famílias deixaram o benefício em Alagoas. Maceió lidera o número de desligamentos, com 1.023 famílias, seguida por Arapiraca, com 316. Também aparecem entre os municípios com mais saídas Penedo (135), Delmiro Gouveia (110), Rio Largo (105), Palmeira dos Índios (105), União dos Palmares (90), Pilar (88), Girau do Ponciano (79) e Marechal Deodoro (77).
Segundo o governo federal, as famílias que deixaram o programa conseguiram ampliar a renda por meio da inserção no mercado formal de trabalho ou do desenvolvimento de atividades empreendedoras. Parte delas também concluiu o período previsto na chamada Regra de Proteção.
Criada na reformulação do Bolsa Família, a medida permite que famílias que ultrapassem o limite de renda exigido para ingresso no programa continuem recebendo 50% do valor do benefício por até 12 meses, desde que a renda mensal por pessoa permaneça abaixo de R$ 706.
Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família desde a retomada do programa, em março de 2023. Os maiores números foram registrados nos estados de São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
De acordo com o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, o crescimento da renda das famílias beneficiárias está relacionado ao aumento da empregabilidade e das oportunidades de geração de renda.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), cruzados com informações do Cadastro Único, apontam que 80% das vagas formais criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas inscritas em programas sociais do governo federal.
Outro indicador citado pelo ministério é um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), que aponta crescimento de 10,7% na renda do trabalho da população mais pobre em 2025, percentual superior à média nacional.
Fonte: Cada Minuto

















